Sociedades Secretas. Illuminati. Nova Ordem Mundial. Novas formas de controle populacional. História revisada. Nada é certeza; tudo é especulação. Encontre a tua verdade, mas cuidado com as ilusões.
terça-feira, 10 de setembro de 2013
A moeda que gerou uma guerra.
Esqueça qualquer versão oficial sobre a "intervenção" da OTAN na Líbia. Houveram sim suas razões, mas apenas duas são realmente autênticas: O controle do governo (E, porventura, do petróleo) e evitar que uma nova moeda fosse lançada como moeda de troca para negociações com petróleo.
Essa moeda é o Dinar de Ouro. Ela está sendo lançada no mundo islâmico por razões meramente religiosas (para pagamento de tributos como o Zakat), mas Kaddafi, chefe de estado da Líbia, achou que essa moeda teria um potencial maior.
E anunciou que, assim que os dinares ficassem prontos, a Líbia só comercializaria seu petróleo em ouro. Claro, como o ouro é um valor praticamente imutável, seria uma forte ameaça a economias cujas moedas não são lastreadas no ouro, como o Dólar e o Euro. Resultado, tais moedas perderiam valor vertiginosamente, e as economias dos países dependentes dessas moedas não-lastreadas no ouro sofreriam um recesso tão grande que correria risco de ser irrecuperável.
Então, organizaram com uma agência sérvia especialista em revoltas e levantes populares, pra causarem o caos nos países árabes africanos. Surgiu assim a Primavera Árabe, que só não teve maiores estragos no Marrocos e na Argélia, mas sacudiu as bases da Tunísia, do Egito e da Líbia.
Mas, ao migrar da África pro Oriente Médio, a "onda de protestos" parou, não afetando assim os regimes aliados dos EUA.
A Líbia entrou em uma guerra civil, que foi prolongada por mercenários vindos de várias partes do mundo islâmico lutando contra as forças armadas de Kaddafi.
Como Kaddafi estava quase retomando o controle das cidades tomadas pelos rebeldes, os EUA e a Europa, através da OTAN, entraram em ação, e praticamente destruiram o país, de norte a sul. Kaddafi foi encontrado em um bunker, torturado e morto pelos mercenários pagos pelos EUA, e vários de seus familiares também foram mortos. Com isso, estava sepultada a ameaça de se usar o Dinar de Ouro (E o Dirham de Prata) como alternativa ao dólar.
Mas, hoje fiquei sabendo de uma notícia interessante: A China pretende lastrear seus Yuans no Ouro, talvez com a mesma pretensão do Kaddafi.
Vale lembrar, os países do Oriente Médio, em especial os árabes, possuem muito ouro, e muita prata. Isso permitiria ao Oriente Médio adotar a economia relastreada no ouro sem problemas, ao contrário de um país como o Brasil ou mesmo os EUA.
Bombardeio da Líbia à parte, os Dinares de Ouro e os Dirhans de Prata, que possuem peso e teor estabelecidos de acordo com o Alcorão (Dinar de Ouro: 4,25g, 22k [.917] - 1/7 de Onça Troy; Dirham de Prata: 3g, prata pura[.999] - 1/10 de Onça Troy), estão sendo cunhados e usados em cerimônias religiosas que envolvam o uso desses metais (Zakat, dote, contradote, hudud...) . A Malásia, Indonésia, Emirados Árabes Unidos e até mesmo os EUA já dispõem de Dinares de Ouro e Dirhans de Prata pra vender.
De acordo com as normas islâmicas, uma moeda de 1 Onça Troy (31,1g) possui o valor de 7 Dinares.
domingo, 25 de agosto de 2013
Qual é a Verdade sobre a Coreia do Norte?
Com certeza, você já deve ter se cansado de ver, ouvir e ler escabrosidades sobre a Coreia do Norte. Chegando ao cúmulo de dizer que canibalismo era corriqueiro por lá devido à fome que assola o país, porque em vez de comida, o governo Norte-Coreano prefere comprar armas.
Bom,com a palavra, o ex-embaixador do Brasil na Coreia do Norte, que viu as coisas in loco.
E agora, o que me diz?
Bom,com a palavra, o ex-embaixador do Brasil na Coreia do Norte, que viu as coisas in loco.
E agora, o que me diz?
sexta-feira, 21 de junho de 2013
ESTÃO TRAMANDO UM GOLPE POLÍTICO!
Acabei de ver um texto muito intrigante da professora Marília Moschkovich, diretamente de seu blog.
Preste atenção em cada frase.
1afase do movimento: demandas dos ativistas do MPL organizadas e manifestações envolvendo elementos com organização e ideologia.
2a fase: no QUINTO ato, ações brutais da PM e a liminar da justiça mineira provocam revolta e as manifestaçoes inflam em todo o país.
3a fase: as manifestações viram point, tornam-se moda, viram balada. Manifestantes que protestam embriagados e gritam slogans genéricos.
4a fase: a grande mídia e os reacionários "abraçam" o movimento e passam a influenciar a pauta. Surgem gritos para derrubar o governo.
5a fase: ativistas políticos de esquerda e MPL tentam retomar foco dos movimentos. São recebidos com hostilidade e gritos de "sem partido".
6a fase: confrontos entre os grupos de manifestantes. A violencia tambem envolve a PM, que torna-se cada mais violenta.
7a fase: num ciclo de retroalimentação, a violencia se generaliza, se intensifica.
8a fase: cria-se um cenario politico insustentável. Não há como acalmar manifestantes, já que estes não têm demandas específicas.
9a fase: Golpe.
Estamos entrando na 7a fase.
Ou seja, alguém "sequestrou" esse movimento e está usando-o como massa de manobra. E aposto meus contatos que esse "alguém" é da Direita.
Preste atenção em cada frase.
Está tudo tão estranho, e não é à toa.
Um relato do quebra-cabeças que fui montando nos últimos dias. Aviso que o post é longo, mas prometo fazer valer cada palavra.
[*nota da autora, adicionada após muitos comentários e compartilhamentos desviando um pouco o sentido do texto: este é um texto de esquerda]
Começo
explicando que não ia postar este texto na internet. Com medo. Pode
parecer bobagem, mas um pressentimento me dizia que o papel impresso
seria melhor. O papel impresso garantiria maiores chances de as pessoas
lerem tudo, menores chances e copiarem trechos isolados destruindo todo o
raciocínio necessário.
Enquanto forma de
comunicação, o texto exige uma linearidade que é difícil. Difícil
transformar os fatos, as coisas que vi e vivi nos últimos dias em texto.
Estou falando aqui das ruas de São Paulo e da diferença entre o que
vejo acontecer e o que está sendo propagandeado nos meios de comunicação
e até mesmo em alguns blogs.
Talvez
essa dimensão da coisa me seja possível porque conheço realmente muita
gente, de vários círculos; talvez porque sempre tenha sido ligada à
militância política, desde adolescente; talvez porque tenha tido a
oportunidade de ir às ruas; talvez porque pude estar conectada na maior
parte do tempo. Não sei. Mas gostaria de compartilhar com vocês.
E
gostaria que, ao fim, me dissessem se estou louca. Eu espero
verdadeiramente que sim, pois a minha impressão é a de que tudo é muito
mais grave do que está parecendo.
Tentei
escrever este texto mais ou menos em ordem cronológica. Se não foi uma
boa estratégia, por favor me avisem e eu busco uma maneira melhor de
contar. Peço paciência. O texto é longo.
1. Contexto é bom e mantém a pauta no lugar
Hoje
é dia 18 de junho de 2013. Há uma semana, no dia 10, cerca de 5 mil
pessoas foram violentamente reprimidas pela Policia Militar paulista na
Avenida Paulista, símbolo da cidade de São Paulo. Com a transmissão dos
horrores provocados pela PM pela internet, muitas pessoas se mobilizaram
para participar do ato seguinte, que seria realizado no dia 13. A pauta
era a revogação no aumento das tarifas de ônibus, que já são caras e já
excluem diversos cidadãos de seu direito de ir e vir, frequentando a
própria cidade onde moram.
No dia 13, então, aconteceu a primeira coisa estranha, que acendeu uma luzinha amarela (quase vermelha de tão laranja) na minha cabeça: os editoriais da folha e do estadão aprovavam o que a PM tinha feito no dia 10 de junho e, mais do que isso, incentivavam ações violentas da pm “em nome do trânsito” [aliás, alguém me faz um documentário sensacional com esse título, faz favor? ]. Guardem essa informação.
Logo após esses editoriais, no fim do dia, a PM reprimiu cerca de 20mil pessoas.
Acompanhei tudo de casa, em outra cidade. Na primeira hora de
concentração para a manifestação foram presas 70 pessoas, por sua
intenção de participar do protesto. Essa intenção era identificada pela
PM com o agora famoso “porte de vinagre” (já que vinagre atenua efeitos
do gás lacrimogêneo). Muitas pessoas saíram feridas nesse dia e, com os
horrores novamente transmitidos - mas dessa vez também pelos grandes
meios de comunicação, inclusive esses dos editoriais da manhã, que
tiveram suas equipes de reportagem gravemente feridas -, muita gente se
mobilizou para o próximo ato.
2. Desonestidade pouca é bobagem
No próprio dia 13, à noite, aconteceu a segunda “coisa estranha”.
Logo no final da pancadaria na região da Paulista, sabíamos que o
próximo ato seria na segunda-feira, dia 17 de junho. Me incluíram num
evento no Facebook, com exatamente o mesmo nome dos eventos do MPL, as mesmas imagens, bandeiras, etc. Só
que marcado para sexta-feira, o dia seguinte. Eu dei “ok”, entrei no
evento, e comecei a reparar em posts muito, mas muito esquisitos.
Bandeiras que não eram as do MPL (que conheço desde adolescente),
discursos muito voltados à direita, entre outros. O que estava ali não era o projeto de cidade e de país que eu defendo, ou que o MPL defende.
Dei
uma olhada melhor: eram três pessoas que haviam criado o evento. Fucei o
pouco que fica público no perfil de cada um. Não encontrei nenhuma
postagem sobre nenhuma causa política. Apenas postagens sobre outros
assuntos. Lá no fim de um dos perfis, porém, encontrei uma postagem com
um grupo de pessoas em alguma das tais marchas contra a corrupção.
Alguma coisa com a palavra “Juventude”, não me lembro bem. Ficou claro que não tinha nada a ver com o MPL e, pior que isso, estavam tentando se passar pelo MPL.
Alguém
me deu um toque e observei que a descrição dizia o trajeto da
manifestação (coisa que o MPL nunca fez, até hoje, sabiamente). Além
disso, na descrição havia propostas como “ir ao prédio da rede globo” e
“cantar o hino nacional”, “todos vestidos de branco”. O alerta vermelho
novamente acendeu na minha cabeça. Hino nacional é coisa de
integralista, de fascista. Vestir branco é coisa de movimentos em geral
muito ou totalmente despolitizados. Basta um mínimo de perspectiva
histórica pra sacar. Pois bem.
Ajudei
a alertar sobre a desonestidade de quem quer que estivesse organizando
aquilo e meu alerta chegou a uma das pessoas que, parece, estavam
envolvidas nessa organização (ou conhecia quem estava). O discurso dela,
que conhece alguém que eu conheço, era totalmente despolitizado. Ela
falava em “paz”, “corrupção” e outras palavras de ordem vazias que não
representam reivindicação concreta alguma, e muito menos um projeto de
qualquer tipo para a sociedade, a cidade de São Paulo, etc. Mais
um pouco de perspectiva histórica e a gente entende no que é que
palavras de ordem e reivindicações vazias aleatórias acabam. Depois
de fazer essa breve mobilização na internet com várias outras pessoas,
acabaram mudando o nome e a foto do evento, no próprio dia 13 de noitão.
No dia seguinte transferiram o evento para a segunda-feira, “para unir
as forças”, diziam.
3. E o juiz apita! Começa a partida!
Seguiu-se
um final de semana extremamente violento em diversos lugares do país.
Era o início da Copa das Confederações e muitos manifestantes foram
protestar pelo direito de protestarem. O que houve em sp mostrou que
esse direito estava ameaçado. Além disso, com a tal “lei da copa”, uma
legislação provisória que vale durante os eventos da FIFA, em algumas
áreas publicas se tornam proibidas quaisquer tipos de manifestações
políticas. Quer dizer, mais uma ameaça a esse direito tão fundamental
numa [suposta] democracia.
No
final de semana as manifestações não foram tão grandes, mas
significativas em ao menos três cidades: Belo Horizonte, Brasília e Rio
de Janeiro. No DF e no RJ as polícias militares seguiram a receita
paulista e foram extremamente violentas. A polícia mineira, porém,
parecia um exemplo de atuação cidadã, que repassamos, compartilhamos e
apoiamos em redes sociais do lado de cá do sudeste.
Não me lembro bem, mas acho que foi no intervalo entre uma coisa e outra que percebi a terceira “coisa estranha”.
Um pouco depois do massacre na região da Paulista, e um pouco antes do
final de semana de horrores, mais um sinal: ficamos sabendo que uma
conhecida distante, depois do dia 13, pegou um ônibus para ir ao Rio de
Janeiro. Essa pessoa contou que a PM paulista parou o ônibus na estrada,
antes de sair do Estado de São Paulo. Mandaram os passageiros
descerem e policiais entraram no veículo. Quando os passageiros subiram
novamente, todas as coisas, bolsas, malas e mochilas estavam reviradas. A
policial perguntou a essa pessoa se ela tinha participado de algum dos
protestos. Pediu pra ver o celular e checou se havia vídeos, fotografias, etc.
Não à toa e no mesmo “clima”, conto pra vocês a quarta
“coisa estranha”: descobrimos que, após o ato em BH, um rapaz
identificado como uma das lideranças políticas de lá foi preso, em sua
casa. Parece que a nossa polícia exemplar não era tão exemplar
assim, mas agora ninguém compartilhava mais. Coisas semelhantes
aconteceram em Brasília, antes mesmo das manifestações começarem.
4. Sequestraram a pauta?
Então
veio a segunda-feira. Dia 17 de junho de 2013. Ontem. Havia muita gente
se prontificando a participar dos protestos, guias de segurança
compartilhados nas redes, gente montando pontos de apoio, etc. Uma
verdadeira mobilização para que muita gente se mobilizasse. Estávamos
otimistas.
Curiosamente,
os mesmos meios de comunicação conservadores que incentivaram as ações
violentas da PM na quinta-feira anterior (13) de manhã, em seus
editoriais, agora diziam que de fato as pessoas deveriam ir às ruas. Só
que com outras bandeiras. Isso não seria um problema, se as pessoas não
tivessem, de fato, ido à rua com as bandeiras pautadas por esses grupos
políticos (representados por esses meios de comunicação). O clima, na
segunda-feira, era outro. Era como se a manifestação não fosse política e
como se não estivesse acontecendo no mesmo planeta em que eu vivo. Meu
otimismo começou a decair.
A pauta foi
sequestrada por pessoas que estavam, havia alguns dias, condenando os
manifestantes por terem parado o trânsito, e que são parte dos grupos
sociais que sempre criminalizaram os movimentos sociais no Brasil
(representados por um pedaço da classe política, estatisticamente o mais
corrupto - não, não está nem perto de ser o PT -, e pelos
meios de comunicações que se beneficiam de uma política de concessões da
época da ditadura). De repente se falava em impeachment da presidenta.
As pessoas usavam a bandeira nacional e se pintavam de verde e amarelo
como ordenado por grandes figurões da mídia de massas, colunistas de
opinião extremamente populares e conservadores.
As
reações de militantes variavam. Houve quem achasse lindo, afinal de
contas, era o povo nas ruas. Houve quem desconfiasse. Houve quem se
revoltasse. Houve quem, entre todos os sentimentos possíveis, ficasse
absolutamente confuso. Qualquer levante popular em que a pauta não eh
muito definida cria uma situação de instabilidade política que pode
virar qualquer coisa. Vimos isso no início do Estado Novo e no golpe de
1964, ambos extremamente fascistas. Não quer dizer que desta vez seria
igual, mas a história me dizia pra ficar atenta.
5. Não, sequestraram o ato!
A
passeata do dia 17, segunda-feira, estava marcada para sair do Largo da
Batata, que fica numa das pontas da avenida Faria Lima. Não se sabia,
não havia decisão ainda, do que se faria depois. Aos que não entendem, a
falta de um trajeto pré-definido se justifica muito bem por duas
percepções: (i) a de que é fácil armar emboscadas para repressão quando
divulga-se o trajeto; e, (ii) mais importante do que isso, a percepção
de que são as pessoas se manifestando, na rua, que devem definir na hora
o que fazer. [e aqui, se vocês forem espertos, verão exatamente onde está a minha contradição - que não nego, também me confunde]
A
passeata parecia uma comemoração de final de copa do mundo. Irônico,
não? Começamos a teorizar (sem muita teoria) que talvez essa fosse a
única referência de manifestações públicas que as pessoas tivessem, em
massa:o futebol. Os gritos eram do futebol, as palavras de ordem eram do
futebol. Muitas camisetas também eram do futebol. Havia
inclusive uns imbecis soltando rojões, o que não é muito esperto pois
pode gerar muito pânico considerando que havia poucos dias muita gente
ali tinha sido bombardeada com gás lacrimogêneo. Havia pessoas brincando com fogo. [guardem essa informação do fogo também]
Agora uma pausa: vocês se lembram do fato estranho número dois? O
evento falso no facebook? Bom, o trajeto desse evento falso incluía a
Berrini, a ponte Estaiada e o palácio dos Bandeirantes, sede do governo
do Estado. Reparem só.
Quando a passeata chegou ao cruzamento da Faria Lima com a Juscelino, fomos
praticamente empurrados para o lado direito. Nessa hora achamos aquilo
muito esquisito. Em nossas cabeças, só fazia sentido ir à Paulista, onde
havíamos sido proibidos de entrar havia alguns dias. Era uma
questão de honra, de simbologia, de tudo. Resolvemos parar para
descobrir se havia gente indo para o lado oposto e subindo a Brigadeiro
até a Paulista. Umas amigas disseram que estavam na boca do túnel.
Avisei pra não irem pelo túnel que era roubada. Elas disseram então que
estavam seguindo a passeata pela ponte, atravessando a Marginal
Pinheiros.
Demoramos um
tanto pra descobrirmos, já prontos pra ir para casa broxados, que havia
gente subindo para o outro lado. Gente indo à esquerda. Era lá que
preferíamos estar. Encontramos um outro grupo de pessoas conhecidas e
amigas e seguimos juntos. As palavras de ordem não mudaram. Eram as
mesmas em todos os lugares. As pessoas reproduziam qualquer frase de
efeito tosca de manira acrítica, sem pensar no que estavam dizendo.
Efeito “multidão”, deve ser.
As
frases me incomodaram muito. Nem uma só palavra sobre o governador que
ordenara à PM descer bala, cassetete e gás na galera havia poucos dias.
Que promove o genocídio da juventude negra nessa cidade todos os dias,
há 20 anos. Nem mesmo uma. Os culpados de todos os problemas do mundo,
para os verde-amarelos-bandeira-hino eram o prefeito e a presidenta. Ou
essas pessoas são ignorantes, ou são extremamente desonestas.
Nem
chegamos à Paulista, incomodados com aquilo. Fomos para casa nos
sentindo muito esquisitos. Aí então conseguimos entender que aquelas
pessoas do evento falso no facebook tinham conseguido de alguma maneira
manobrar uma parte muito grande de pessoas que queria ir se manifestar
em outro lugar. A falta de informação foi o que deu poder para esse
grupo naquele momento específico. Mas quem era esse grupo? Não sei
exatamente. Mas fiquei incomodada.
6. O centro em chamas.
Quem
diria que essa sensação bizarra e sem nome da segunda-feira faria todo
sentido no dia seguinte? Fez. Infelizmente fez. O dia seguinte, “hoje”,
dia 18 de junho de 2013, seria decisivo. Veríamos se as pessoas se
desmobilizariam, se a pauta da revogação do aumento se fortaleceria.
Essa era minha esperança que, infelizmente, não se confirmou. A partir
daqui são todos fatos recentes, enquanto escrevo e vou tentar
explica-los em ordem cronológica. Aviso que foram fazendo sentido aos
poucos, conforme falávamos com pessoas, ouvíamos relatos, descobríamos
novas informações. Essa é minha tentativa de relatar o que eu vi, vivi,
experienciei.
No fim da tarde, pegamos o
metrô Faria Lima lotadíssimo um pouco depois do horário marcado para a
manifestação. Perguntei na internet, em redes sociais, se o ato ainda
estava na concentração ou se estava andando, e para onde. Minha intenção
era saber em qual estação descer. Me disseram, tomando a
televisão como referencia (que é a referencia possível, já que não havia
um único comunicado oficial do MPL em lugar algum) que o ato estava na
prefeitura. Guardem essa informação.
Fomos então até o metrô República. Helicópteros diversos sobrevoavam a praça e reparei na quinta “coisa estranha”: quase não havia polícia. Acho que vimos uns três ou quatro controlando curiosamente a ENTRADA do metrô e não a saída… Quer dizer, quem entrasse no metro tinha mais chance de ser abordado do que quem estava saindo, ao contrário do dia 13.
A
manifestação estava passando ali e fomos seguindo, até que percebemos
que a prefeitura era outro lado. Para onde estavam indo essas pessoas?
Não sabíamos, mas pelos gritos, pelo clima de torcida de futebol,
sabíamos que não queríamos estar ali, endossando algo em que não
acreditávamos nem um pouco e que já estávamos julgando ser meio perigoso.
Quando passamos em frente à câmara de vereadores, a manifestação
começou a vaiar e xingar em massa. Oras, não foram eles também que
encheram aquela câmara com vereadores? O discurso de ser
“apolítico” ou “contra” a classe política serve a um único interesse, a
história e a sociologia nos mostram: o dos grupos conservadores para
continuarem tocando a estrutura social injusta como ela é, sem grandes
mudanças. Pois era esse o discurso repetido ali.
Resolvemos então descer pela rua Jandaia e tentar voltar à Sé, pois disseram nas redes sociais que o ato real, do MPL, estava no Parque Dom Pedro.
Como aquilo fazia mais sentido do que um monte de pessoas bem
esquisitas, com cartazes bem bizarros, subindo para a Paulista, lá fomos
nós.
Outro fato estranho, número seis: no meio da Rua Jandaia, num local bem visível para qualquer passante nos viadutos do centro, um colchão em chamas.
A manifestação sequer tinha passado ali. Uma rua deserta e um colchão
em chamas. Para quê? Que tipo de sinal era aquele? Quem estava mandando e
quem estava recebendo? Guardamos as mascaras de proteção com medo de
sermos culpados por algo que não sabíamos sequer de onde tinha vindo e
passamos rápido pela rua.
Cruzamos com a
mesma passeata, mais para cima, que vinha lá da região que fica mais
abaixo da Sé, mas não sabíamos ainda de onde. Atrás da catedral,
esperamos amigos. Uma amiga disse que o marido estava chateado porque
não conseguiu pegar trem na Vila Olímpia. Achamos normal, às vezes a
CPTM trava mesmo, daí essa porcaria de transporte e os protestos, etc.
pois bem. Guardem a informação.
Uma amiga
ligou dizendo que estava perto do teatro municipal e do Vale do
Anhangabaú, que estava “pegando fogo”. Imbecil que me sinto agora, na
hora achei que ela estava falando que estava cheio de gente, bacana,
legal. [que tonta!] Perguntei se era o ato do MPL, se tinha as faixas do MPL. Ela disse que sim mas não confiei muito. Resolvemos ir ver.
[A partir daqui todos os fatos são “estranhos”. Bem estranhos.]
O
clima no centro era muito tenso quando chegamos lá. Em nenhum dos
outros lugares estava tão tenso. Tudo muito esquisito sem sabermos bem o
quê. Os moradores de rua não estavam como quem está em suas casas. Os moradores de rua estavam atentos, em cantos, em grupos. Poucos dormiam.
Parecia noite de operação especial da PM (quem frequenta de verdade a
cidade de São Paulo, e não apenas o próprio bairro, sabe bem o que é
isso entre os moradores de rua).
Só que era ainda mais estranho: não havia polícia.
Não havia polícia no centro de São Paulo à noite. No meio de toda essa
onda. Não havia polícia alguma. Nadinha de nada, em lugar nenhum.
Na
Sé, descobrimos mais ou menos o caminho e fomos mais ou menos andando
perto de outras pessoas. Um grupo de franciscanos estava andando perto
de nós, também. Vimos uma fumaça preta. Fogo. MUITO fogo. Muito alto. O centro em chamas.
Tentamos
chegar mais perto e ver. Havia pessoas trepadas em construções com
latas de spray enquanto outros bradavam em volta daquela coisa queimando
que não conseguíamos identificar. Outro colchão? Os mesmos que deixaram o colchão queimando na Jandaia? Mas quem eram eles?
De
repente algumas pessoas gritaram e nós,mais outros e os franciscanos,
corremos achando que talvez o choque estaria avançando. Afinal de
contas, era óbvio que a polícia iria descer o cacete em quem tinha
levantado aquele fogaréu (aliás, será q ela só tinha visto agora, que
estava daquele tamanho todo?). Só que não.
Na corrida descobrimos que era a equipe da TV Record. Estavam fugindo do local - a multidão indo pra cima deles - depois de terem o carro da reportagem queimado. Não, não era um colchão. Era o carro de reportagem de uma rede de televisão.
O olhar no rosto da repórter me comoveu. Ela, como nós, não conseguia
encontrar muito sentido em tudo que estava acontecendo. Ao lado de onde
conversávamos, uns quatro policiais militares. Parados. Assistindo o fogo, a equipe sendo perseguida… Resolvemos dar no pé que bobos nós não somos. Tinha algo muito, mas muito errado (e estranho) ali.
Voltamos
andando bem rápido para a Sé, onde os moradores de rua continuavam
alertas, e os franciscanos tentavam recolher pertences caídos pelo chão
na fuga e se organizarem novamente para dar continuidade a sua missão.
Nós não fomos tão bravos e decidimos voltar para nossas casas.
7. Prelúdio de um… golpe?
No
metrô um aviso: as estações de trem estavam fechadas. É, pois é, aquela
coisa que havíamos falado antes e tal. Mal havíamos chegado em casa,
porém, uma conhecida posta no facebook que um amigo não
conseguiu chegar em lugar nenhum porque algumas pessoas invadiram os
trilhos da CPTM e várias estações ficaram paradas, fechadas. Não
era caos “normal” da CPTM, nem problemas “técnicos” como a moça
anunciava. Era de propósito. Seriam os mesmos do colchão, do carro da
Record?
Lemos,
em seguida, em redes sociais, que havia pessoas saqueando lojas e
destruindo bancos no centro. Sabíamos que eram o mesmos. Recebi um
relato de que uma ocupação de sem-teto foi alvo de tentativa (?) de
incêndio. Naquele momento sabíamos que, quem quer que estivesse
por trás do “caos” no centro, da depredação de ônibus na frente do
Palácio dos Bandeirantes no dia anterior, de tentativas de criar caos na
prefeitura, etc. não era o MPL. Também sabíamos que não era nenhum grupo de esquerda: gente de esquerda não quer exterminar sem-teto.
Esse plano é de outro grupo político, esse que manteve a PM funcionando
nos últimos 20 anos com a mesma estrutura da época da ditadura militar.
Algum tempo depois, mais uma notícia: em
Belo Horizonte, onde já se fala de chamar a Força Nacional e onde os
protestos foram violentíssimos na segunda-feira, havia ocorrido a mesma
coisa. Depredação total do centro da cidade, sem nenhum policial por perto. Nenhunzinho. Muito estranho.
Nessa
hora eu já estava convencida de que estamos diante de uma tentativa
muito séria de golpe, instauração de estado de exceção, ou algod do
tipo. Muito séria. Muito, muito, muito séria. Postei algumas coisas no facebook, vi que havia pessoas compartilhando da minha sensação. Sobretudo quem havia ido às ruas no dia de hoje.
Um pouquinho depois,
outra notícia: a nova embaixadora dos EUA no Brasil é a mesma
embaixadora que estava trabalhando no Paraguai quando deram um golpe de
estado em Fernando Lugo.
Me
perguntaram e eu não sei responder qual golpe, nem por que. Mas se o
debate pela desmilitarização da polícia e pelo fim da PM parece que
finalmente havia irrompido pelos portões da USP, esse seria um ótimo
motivo. Nem sempre um golpe é um golpe de Estado. Em 1989 vivemos um
golpe midiático de opinião pública, por exemplo. Pode ser que estejamos
diante de outro. Essa é a impressão que, ligando esses pontos, eu tenho.
Já
vieram me falar que supor golpe “desmobiliza” as pessoas, que ficam em
casa com medo. De forma alguma. Um “golpe” não são exércitos adentrando a
cidade. Não necessariamente. Um “golpe” pode estar baseado na ideia
errônea de que devemos apoiar todo e qualquer tipo de indignação, apenas
porque “o povo na rua é tão bonito!”.
Curiosamente,
quando falei sobre a manifestação do dia 13 com meus alunos, no dia 14,
vários deles me perguntaram se havia chances de golpes militares,
tomadas de poder, novas ditaduras. A minha resposta foi apenas uma, que
ainda sustento sobre este possível golpe de opinião pública/mídia: em
toda e qualquer tentativa de golpe, o que faz com que ela seja ou não
bem-sucedida é a resposta popular ao ataque. Em 1964, a resposta popular
foi o apoio e passamos a viver numa ditadura. Nos anos 2000, a reposta
do povo venezuelano à tentativa de golpe em Chávez foi a de rechaço, e a
democracia foi restabelecida.
O
ponto é que depende de nós. Depende de estarmos nas ruas apoiando as
bandeiras certas (e há pessoas se mobilizando para divulgar em tempo
real, de maneira eficaz, onde está o ato contra o aumento da passagem,
porque já não podemos dizer que é apenas “um” movimento, como fez Haddad
em sua entrevista coletiva). Depende de nos recusarmos a comprar toda e
qualquer informação. Depende de levantarmos e irmos ver com nossos
próprios olhos o que está acontecendo.
Se
essa sequencia de fatos faz sentido pra você, por favor leia e repasse o
papel. Faça uma cópia. Guarde. Compartilhe. Só peço o cuidado de
compartilharem sempre integralmente. Qualquer pessoa mal-intencionada
pode usar coisas que eu disse para outros fins. Não quero isso.
Quero apenas que vocês sigam minha linha de raciocínio e me digam: estamos mesmo diante da possibilidade iminente de um golpe?
Estou louca?
Espero sinceramente que sim. Mas acho que não.
"Curiosamente", uma ou duas horas antes de achar este texto, dou de cara com este outro:
Pablo Villaça 1afase do movimento: demandas dos ativistas do MPL organizadas e manifestações envolvendo elementos com organização e ideologia.
2a fase: no QUINTO ato, ações brutais da PM e a liminar da justiça mineira provocam revolta e as manifestaçoes inflam em todo o país.
3a fase: as manifestações viram point, tornam-se moda, viram balada. Manifestantes que protestam embriagados e gritam slogans genéricos.
4a fase: a grande mídia e os reacionários "abraçam" o movimento e passam a influenciar a pauta. Surgem gritos para derrubar o governo.
5a fase: ativistas políticos de esquerda e MPL tentam retomar foco dos movimentos. São recebidos com hostilidade e gritos de "sem partido".
6a fase: confrontos entre os grupos de manifestantes. A violencia tambem envolve a PM, que torna-se cada mais violenta.
7a fase: num ciclo de retroalimentação, a violencia se generaliza, se intensifica.
8a fase: cria-se um cenario politico insustentável. Não há como acalmar manifestantes, já que estes não têm demandas específicas.
9a fase: Golpe.
Estamos entrando na 7a fase.
Ou seja, alguém "sequestrou" esse movimento e está usando-o como massa de manobra. E aposto meus contatos que esse "alguém" é da Direita.
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quinta-feira, 20 de junho de 2013
Você não quer o impeachment da Dilma.
Fiquei muito preocupada com as reações e exageros que vi nos últimos dias nas mídias sociais e nas ruas, e principalmente com uma crescente revolta que tomou forma e nome nos últimos dias e incontrolavelmente disseminada por todos os perfis de Facebook possíveis e imagináveis de pessoas que são superficialmente politizadas, vulgo reaças, (e, aqui, gostaria de fazer um aparte e explicar melhor: considero superficialmente politizadas as pessoas que tem opiniões políticas apenas do que ouviram, leram ou engoliram pela tv e saem repetindo como papagaios, sem ao mesmo processar as informações que receberam): o pedido de Impeachment da nossa atual presidente, Dilma Roussef.
Meu caro, sente-se e pegue um café, porque a conversa é longa, e o texto também, e como diria Jack, o Estripador, vamos por partes.
1 - O que é Impeachment?
Impeachment é o processo através do qual se destitui do cargo de Presidente da República (chefe do Poder Executivo) a pessoa a qual incorrer em qualquer crime previsto na lei 1.079, de 10 de abril de 1950, a qual regula os Crimes de Responsabilidade e o Processo de Julgamento destes crimes.
O julgamento do processo de impeachment é de competência do Senado Federal, e aí, meus caros, vai um pequeno lembrete: você sabe quem é o atual presidente do Senado? Sim, o excelentíssimo senhor Renan Calheiros. Não lembra dele? Vamos refrescar a sua memória então:
- Renan foi assessor do ex-presidente Fernando Collor de Melo, os quais, na época das eleições, mostravam-se em oposição ao governo Sarney. E sim, foi o próprio Renan quem divulgou o pacote de medidas do governo Collor, dentre eles o famoso confisco das poupanças.
- Recentemente, foi descoberto o que se popularizou como "Renangate", uma rede de desvios e corrupção lideradas pelo então senador Renan Calheiros, envolvendo a empresa baiana Gautama, o então ministro de Minas e Energia (cargo que já foi ocupado pela própria Dilma entre 2003 e 2005), e Renan; mais tarde, descobriu-se o caso do laranjal (daí a popularização do termo "laranja" para pessoas que tinham seus nomes usados para desvios), do BMG, e vários outros. Neste tópico, é importante dizer que eu nunca fui muito favorável ao posicionamento da revista Veja, mas não podemos tirar o mérito de ter sido a mesma uma das principais responsáveis por trazer o caso à público.Seguem alguns links para maiores informações sobre o escândalo aqui, aqui e aqui.
- Em 2007, em virtude do processo de cassação que tramitava no Senado, Renan renunciou ao cargo de presidência do mesmo.
2 - O que é a sucessão presidencial?
Vamos então supor que a cassação do presidente da república ocorra; temos aí a chamada sucessão presidencial, ou seja, a vacância do cargo, e consequente ocupação por uma lista sucessória prevista nos arts. 80 e 81 da Constituição Federal, que vemos abaixo:
Art. 80. Em caso de impedimento do Presidente e do Vice-Presidente, ou vacância dos respectivos cargos, serão sucessivamente chamados ao exercício da Presidência o Presidente da Câmara dos Deputados, o do Senado Federal e o do Supremo Tribunal Federal.
Art. 81. Vagando os cargos de Presidente e Vice-Presidente da República, far-se-á eleição noventa dias depois de aberta a última vaga.
Seguindo a linha sucessória, com o impedimento da então presidente da república, Dilma Rousseff, o primeiro da linha sucessória seria o vice-presidente Michel Temer. Ah, também não lembra quem ele é? Eu te ajudo: Michel Temer esteve envolvido em escândalos como os da construtora Camargo-Côrrea e o do mensalão. Ah, mensalão você já ouviu falar né? Pelo visto não o suficiente. Leia mais sobre aqui, aqui e larga no google que eu também não vou conseguir ler tudo e passar pra vocês.
Digamos que o vice-presidente também seja afastado; a linha sucessória é do presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves. E adivinhem só? Ele também se envolveu em escândalos de desvio de verbas e tráfico de influências. Informações aqui, aqui e aqui e no santo google.
Contemos então com um maravilhoso processo que nos diga que Henrique Alves também está impedido; teremos, então, a sucessão do Presidente do Senado Federal. AH-RÁ! Nosso já conhecido, ilustríssimo senhor Renan Calheiros, o qual dispensa apresentações pois já falamos nele aqui nesse texto.
Mas Mah, a gente sabe que o Renan também é corrupto e está envolvido em milhões de escândalos, como faz? Faz assim: em caso de impedimento TAMBÉM do presidente do Senado, temos a sucessão do presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa. Não lembra quem ele é? Ele foi o relator da denúncia do Mensalão e foi o primeiro a abrir um processo contra um parlamentar, no caso Ronaldo da Cunha Lima. Recomendo fortemente largar o nome dele no YouTube e assistir algumas explanações dele. De nada, viu?
Na linha sucessória, precisaremos então da cassação de CINCO MEMBROS para então termos um possível governador de conduta ilibada. Eu não preciso dizer pra vocês que a sucessão chegar no ministro Joaquim Barbosa é quase impossível, preciso? Vou fazer então, um pedido camarada pra você, caro leitor: não se deixe levar pelo ímpeto revolucionário de querer mudar tudo. Sim, queremos mudar muitas coisas, mas no contexto político atual, o impeachment da Dilma pode acarretar uma merda histórica sem precedentes e nunca antes vista na história desse pais. Por favor, leia todos os links aqui postados, leia mais sobre a carreira politica, não só destas pessoas, mas de todas as pessoas na quais você votou, ou planeja votar.
Quando a cabeça não pensa, o corpo padece. Se não utilizarmos o nosso senso crítico e não nos informarmos sobre os políticos os quais elegemos para ocupar cargos públicos, o corpo do nosso Estado irá padecer. E não, não pense que o corpo do Estado é outra coisa: o corpo do nosso Estado somo nós. Eu, você, o mendigo da rua, o Eike Batista e todo mundo.
O Brasil não está acordando, porque muita gente ainda está dormindo. O Brasil está, na verdade, entrando em colapso depois de uma doença mortal causada por excesso de parasitas sugando o sangue-dinheiro público que todos nós pagamos em impostos. O Brasil está doente, e nós somos os anticorpos; se não exercermos nosso poder de polícia para com tudo e com todos, ficaremos cada vez mais doentes.
Então meu caro, ao invés de pedir o impeachment da Dilma, vamos usar melhor as nossas cabeças na hora de escolher o presidente da nação. Vamos investigar a fundo a conduta política de todos os candidatos, e lembrar sempre que todos podem e dever mudar de opinião, mas caráter, moral e ética não são opiniões e nem opções.
Comentário do Ondashiz:
Tenho visto, de fato, muitas manifestações contra a Presidente Dilma, manifestações de caráter partidário, quando este movimento devia ser legitimamente independente de partidos e coisa mais que o valha. estão usando a maior manifestação que eu já vi como uma manobra política para tirar a Presidente do poder, como se ela fosse culpada por todas as mazelas que afligem o Brasil.
Cabe aos manifestantes estarem alertas contra aliciadores políticos.O movimento em SP foi duramente repreendido pela PM, a mando do Governador do Estado, que é do PSDB - Partido opositor do PT. Não se esqueçam desse detalhe. Cuidado com os que se dizerem "lideranças" das manifestações, eles podem ter razões políticas. Há muitos jovens infelizmente alinhados às bandas extremas das ideologias políticas, tanto extrema-esquerda quanto extrema-direita.
E se a mídia estadunidense está mostrando seu apoio aos manifestantes brasileiros, é porque alguma coisa eles (Os americanos) estão esperando ganhar como resultado.
LEMBREM-SE: Dilma Roussef não é a raiz do problema! Quem diz o contrário é um agitador político e deve ser denunciado!
sábado, 1 de junho de 2013
Lula, Chávez - Estranhos Casos de Cânceres entre Líderes Latino-americanos - Parte 2
Vamos a ele, então.
Sobre a Eliminação Física de Líderes Inimigos pelos Serviços Secretos
Os fatos relacionados à doença e morte do presidente venezuelano Hugo Chávez estão causando certa polêmica desde que o presidente em exercício, Nicolás Maduro, acusou abertamente o governo dos Estados Unidos, através da CIA, de ter causado o câncer que veio a matar o falecido líder. É uma afirmação grave, que dificilmente seria feita de forma leviana por um chefe de estado — certamente os venezuelanos têm suas razões para desconfiar de que os eventos fatídicos que levaram ao óbito do mandatário foram extraordinários — mas o bom senso recomenda que não turvemos nossa visão da realidade com os óculos unidimensionais da ideologia. Antes de ridicularizar humoristicamente os que acreditam nesta teoria, ou demonizar como cúmplices do Mal aqueles que celebram a morte de Chávez sem acreditar em qualquer fato não natural, é preciso fazer alguma pesquisa de fundo para avaliar a plausibilidade do que disse o atual chefe de estado venezuelano.
Existem quatro perguntas a se responder:
- Existem precedentes históricos de eliminação física de líderes inimigos, adversários políticos ou pessoas incômodas através de meios sub reptícios (envenenamento, traições etc.)?
- A política dos Estados Unidos quanto a isso envolve algum tipo de endosso ou tolerância com a prática da eliminação física de líderes adversários?
- Houve casos documentados de líderes políticos ou personae non gratae que sofreram de câncer, ou de situações que poderiam/poderão resultar em câncer?
- Existem cânceres conhecidos pela ciência que poderiam, em tese, ser induzidos de forma eficiente (isto é, a custo relativamente baixo e desfecho a curto ou médio prazo)?
Meu objetivo neste artigo não é provar que Chávez foi morto pela CIA, mas analisar se esta teoria é um delírio ou uma hipótese válida, ainda que provavelmente falsa.
Precedentes históricos
A traição é uma ferramenta da política desde antes do homem ser homem. Desde que desenvolvemos a inteligência, a luta pela primazia no bando deixou de ser uma competição de força e passou a incluir a habilidade. Um macaco mais fraco, mas ágil no manejo de um porrete, poderia matar outro mais bruto. Se a força tivesse continuado o parâmetro para definir as lideranças, a civilização não existiria. O engano e a traição estão entre os elementos que construíram o mundo em que vivemos. E você ainda se pergunta por que há tanta gente má lá fora.O envenenamento, embora frequentemente depreciado como uma prática “de mulheres”, foi amplamente empregado desde a Antiguidade, especialmente na difícil tarefa de livrar-se de reis sem cometer abertamente o regicídio — que era sempre punido com penas bestiais, como o escafismo (na Pérsia), drawing and quartering (Inglaterra) ou o evisceramento (Japão). A prática do envenenamento era tão comum na Pérsia que havia até uma lenda que dizia que certos homens poderiam, se o recebessem desde cedo em doses progressivas, desenvolver tolerância a qualquer veneno.
Os envenenamentos de inimigos políticos mais notáveis para a nossa análise são os seguintes:
- Tódor Romza, bispo ortodoxo de Mukachev, Ucrânia, envenenado com curare (veneno paralisante).Mandante: URSS. Data: 1947.
- Stepan Bandera, líder nacionalista ucraniano, envenenado com cianureto. Mandante: URSS. Data: 1959.
- Aleksandr Dubcek, líder tcheco-eslovaco, envenenado com estrôncio (sobreviveu). Mandante: URSS. Data: 1968.
- João Goulart, ex presidente brasileiro, na época exilado na Argentina. Envenenado pela substituição de um de seus comprimidos para hipertensão, substituído por um de anfetamina, segundo confessado por um agente do serviço secreto da polícia uruguaia. Mandante: Brasil. Ano: 1976.
- Georgi Markov, jornalista e escritor búlgaro, envenenado com um pequeno projétil contendo rícino disparado por uma arma oculta em um guarda-chuva. Mandante: Bulgária. Data: 1978.
- Khaled Meshal, líder nacionalista palestino (Hamas), envenenado com uma substância desconhecida, instilada através de seu ouvido por uma dispositivo de spray. Sobreviveu graças à prisão dos agentes responsáveis pela tentativa pela polícia da Jordânia, que ameaçou matá-los caso o antídoto não fosse fornecido. Mandante: Israel. Ano: 1997.
- Roman Tsepov, empresário russo e possivelmente líder mafioso, supostamente amigo e posteriormente desafeto de V. Putin. Envenenado por alta dose de algum material radioativo (autópsia não realizada). Mandante: provavelmente a Rússia. Data: 2001.
- Ibn al-Kathab, nacionalista islâmico da Chechênia, envenenado por uma carta embebida em sarin ou outro agente tóxico contra os nervos. Mandante: Rússia. Data: 2002.
- Aleksandr Litvinenko, agente secreto russo que havia desertado para a Grã Bretanha após denunciar um plano para matar Bóris Berezovsky, milionário (e possivelmente mafioso) russo, em um caso semelhante ao de Tsepov. Envenenado por polônio (oficialmente o inquérito sobre sua morte foi abandonado, por razões diplomáticas). Mandante: Rússia. Data: 2003.
- Anna Politkovskaya, jornalista e defensora dos direitos das minorias na Rússia, opositora do conflito na Chechênia. Sobreviveu a uma tentativa de envenenamento por alguma substância posta em seu chá, que não foi efetiva porque ela o cuspiu em vez de engolir. Mandante: Rússia. Data: 2004.
- Viktor Yushenko, político ucraniano. Sobreviveu a uma tentativa de envenenamento por dioxina (agente laranja). Ironicamente liderava um movimento democrático apelidado de “Revolução Laranja”. Mandante: desconhecido (mas seus adversários políticos eram ligados fortemente à Rússia). Data: 2004.
- Yasser Arafat, líder nacional palestino. Morreu após um longo período de tratamento na França, de causas não divulgadas. Pesquisas posteriores encontraram grande quantidade de polônio em seus objetos pessoais. Investigações feitas por pesquisadores suíços sugerem que morreu em decorrência de câncer causado por envenenamento por substância radioativa. Mandante: Israel. Ano: 2004.
- Viktor Kalashnikov, escritor russo, irmão de Mikhail, inventor do famoso fuzil AK-47. Sobreviveu (com sequelas) a um envenenamento por mercúrio. Mandante: Rússia (segundo a vítima). Data: 2010.
Analisando esta sequência de casos vemos um padrão preocupante: as ações anteriormente executadas através de venenos tradicionais se tornaram cada vez mais frequentemente feitas com substâncias radioativas. Embora estas substâncias sejam fáceis de detectar (a ponto de a tumba de Aleksandr Litvinenko ser selada com chumbo para evitar contaminação), elas são difíceis de limpar do organismo: mesmo que a vítima sobreviva ao envenenamento inicial, ela sofrerá depois as consequências da radiação, desenvolvendo tumores. É possível que a ideia de empregar radiação como veneno tenha surgido ou se fortalecido após o incidente com Césio-137 em Goiânia, durante o qual várias pessoas ingeriram o contaminante radioativo, com os efeitos lamentáveis que se conhece.
Alguns dos casos mencionados nesta lista são peças que lembram filmes de espionagem: agentes instilando venenos em spray no ouvido de inimigos, xícaras de chá envenenadas, guarda-chuvas que atiram projéteis de rícino, dardos de curare disparados por zarabatanas em praças públicas. Estão listados aqui para sacudir um pouco o ceticismo do leitor, que acha que algo que “parece de coisa de filme” não pode ter acontecido na realidade. É fato que os serviços secretos do mundo todo empregam métodos engenhosos para envenenar e matar aqueles que seus governos elegem como alvos. Métodos que parecem saídos de um filme do Agente 86, mas que funcionam.
Política americana
Uma vez estabelecido que a prática do envenenamento de inimigos políticos, inclusive pelo uso de radiação, é comum e corriqueira, temos que definir qual a política dos EUA quanto a isso. Há duas questões a se levantar. A primeira é quão corriqueiros esses casos são, dirá o leitor. A segunda questão é que esse não parece ser o jeito americano de agir.Treze casos não são exatamente uma abundância incrível. Mas há que se lembrar que são treze casos notórios, envolvendo pessoas públicas ou que, de outra forma, atraíram a atenção da mídia. Não é todo dia que alguém é morto por um dardo envenenado numa rua de Munique ou por uma bala envenenada disparada por um guarda chuva em um metrô em Londres. Devem existir inúmeros outros casos que não conhecemos porque envolvem pessoas obscuras demais ou que ocorreram em lugares distantes ou sem testemunhas.
É verdade que a CIA parece gostar mais de explodir pessoas do que brindá-las com um chá da meia-noite. Mas parecer não é ser. O curioso (e bizarro) caso dos agentes do Mossad que espirraram veneno dentro do ouvido de um líder do Hamas nos dão uma sugestão de que os serviços secretos ocidentais também sabem ser sutis quando querem, ou precisam.
Na verdade, a simples existência de precedentes de assassinato de líderes inimigos (“decapitação”, no jargão do Mossad) serve de apoio à nossa tese, porque os métodos dependerão sempre das circunstâncias. Anwar al-Aulaqi e Osama bin Laden foram mortos em ações militares violentas porque estavam em território hostil e porque, dada a natureza de suas atividades, ninguém lamentaria essa opção (ainda que vários juristas e políticos tenham advertido sobre a gravidade da violação das leis internacionais que aconteceu durante a missão de execução de Osama). Um inimigo sobre o qual se pudesse ter um acesso controlado em território não conflagrado (como um quarto de hotel) poderia ser morto de maneira menos estrepitosa. O que precisamos é saber se essa maneira é possível. Porque se é possível, ela já deve ter sido usada.
Casos polêmicos
Analisemos agora a coisa por outro lado. Sabemos que houve vários casos documentados de pessoas que foram envenenadas a mando de serviços secretos (principalmente da URSS/Rússia, mas também de Israel e até do Brasil). Existem, porém, registros de mortes suspeitas que poderiam ter sido causadas por envenenamentos, excluindo os casos de morte violenta (como a de Juscelino Kubitschek)?Difícil dizer, visto que existem muitos venenos que são capazes de produzir efeitos semelhantes ao de morte natural (e muitos venenos são empregados justamente por terem tal propriedade). Então, se não há uma suspeita de possível envenenamento, que dificilmente há se a vítima for idosa, não haverá uma necrópsia detalhada, capaz de identificar a causa mortis. Restam os murmúrios, como os que duvidam da naturalidade da morte de Carlos Lacerda, que desmaiou na rua em 1977 e nunca mais acordou e de Tancredo Neves e sua misteriosa doença. O que podemos dizer é que, com toda segurança, nenhuma morte por envenenamento é fácil de detectar à distância, e as mortes de pessoas públicas costumam ser envoltas em mistério.
Cânceres úteis
Referindo-nos especificamente ao caso, que substâncias seriam capazes de produzir um câncer relativamente letal de forma “segura” (suponhamos que Chávez nunca foi detectado com doses altas de radiação)?- Azoximetano. “Particularmente efetivo para produzir cânceres de cólon”.
- Tório. Se inalado ou ingerido causa cânceres de órgãos internos, como pâncreas e fígado.
- Metilcolantreno. Produz câncer de próstata rapidamente se ingerido.
- 3-Nitrobenzantrônio. Um dos componentes resultantes da queima do óleo diesel. Potente carcinogênico ligado às vias respiratórias.
- 4NQO (4-Nitroquinolina 1-oxidina). Produz tumores nas regiões atingidas após ser inserido na circulação sanguínea.
- N-Nitroso-N-metiluréia (NMU). Carcinogênico “bastante confiável” ligado a tumores malignos do estômago, sarcomas e gliomas cerebrais, adenocarcinomas pancreáticos, leucemias e linfomas.
Isto, claro, se refere a substâncias tão conhecidas que têm verbetes na Wikipédia. Suponho que existam muitas outras substâncias que não estão lá porque não são muito conhecidas, que não estão lá porque são secretas ou que estão lá mas eu não percebi (minha pesquisa foi bem porca).
Aonde isso nos leva
Sabemos que a prática de envenenar inimigos é antiquíssima, que várias potências contemporâneas a têm usado (notavelmente a URSS/Rússia), que existe certo segredo sobre as causas das mortes dos líderes mundiais (e dos papas, por que não?) e que existem substâncias capazes de envenenar de várias formas, inclusive causando câncer.Tendo todos estes dados sobre a mesa, mas ainda sem emitir um juízo de valor sobre o caso Hugo Chávez, podemos afirmar sem medo de ridículo que a possibilidade de envenená-lo para causar-lhe o câncer que o matou não é uma insanidade. Insano é acreditar que os Estados Unidos “não fariam isso”, é um pensamento análogo à fé cega. Não só os EUA “fariam isso” contra um desafeto como já o fizeram várias vezes.
É difícil, senão impossível, saber se a tentativa aconteceu, ou se a morte efetivamente foi causada por ela ou por outro incidente ou fenômeno natural. O mundo é regido por uma certa dose de caos. O fato de alguém tentar matar outrem não quer dizer que a morte, caso ocorra, é resultado do primeiro ato. Como num filme de humor negro, no qual o espião atira no inimigo, mas a bala se perde e o inimigo, seguindo calmamente seu caminho, escorrega numa casca de banana e morre de traumatismo craniano ao bater no chão.
Este artigo não foi escrito para provar que Chávez foi envenenado pela CIA, mas para mostrar como a ridicularização desta hipótese revela uma certa “fé” de certos setores e pessoas nos valores morais de uma potência estrangeira, os Estados Unidos. Aparentemente, os EUA são o único país do mundo liderado por pessoas absolutamente isentas e sensatas, que jamais tentariam matar pessoas por discordarem de sua ideologia.
De minha parte, acredito que o melhor argumento contra a hipótese ainda é o de que o estilo americano é mais parecido com enfiar uma bala no sujeito. Malcolm X, John Kennedy, Martin Luther King, Anwar al-Aulaqi, Osama bin Laden. Ou, talvez, sabotar seu avião. Omar Torrijos-Herrera. Mas Chávez esteve várias vezes às turras com Israel, por causa de sua amizade com o Irã. E Israel teve aqueles caras com o spray de veneno no ouvido do líder do Hamas…
Agora, pare e pense. Saiamos do cenário internacional e voltemos para o mundinho Brasilis com o qual convivemos, dia após dia. Estas mortes não te parecem suspeitas?
Tancredo Neves, ganhou a eleição presidencial contra - Justo quem - Paulo Maluf, que pertencia ao partido apoiado pelo Regime Militar (ARENA). Vítima de uma misteriosa doença que o levou a óbito. Em seu lugar, José Sarney, cuja retrospectiva dispensa comentários.
Clodovil Hernandes, também um caso muito suspeito, mas nesse caso, seria restrito a intrigas internas. Por duvidar do Holocausto e considerar os ataques do 11 de Setembro um "trabalho interno", foi duramente processado. Entre suas propostas de lei havia uma muito interessante, que objetivava reduzir o número de deputados federais (Atualmente, 513) para 250. Sem contar que ele não tinha papas na língua, mesmo no Plenário. Morreu em decorrência de um AVC
Ulysses Guimarães, um dos autores da Constituição de 1988. Sempre foi ativo na sua oposição à Ditadura Militar. também fez elogios ao Parlamentarismo em um artigo de 1992. Seu corpo desapareceu após o helicóptero onde estava cair em Angra dos Reis, no mesmo ano.
E a mais suspeita das mortes:
Enéas Carneiro, ex-fundador do PRONA, cardiologista e uma das mentes mais afiadas e brilhantes da História da política brasileira. Ultranacionalista e conservador, chegou a defender a construção da Bomba Atômica, o aumento do efetivo militar e a nacionalização dos recursos minerais do subsolo brasileiro, em especial, do nióbio, cujas jazidas se concentram principalmente aqui e uma mina das três que existem no mundo, que fica em Minas Gerais, produz 75% do mineral que é usado, entre outras coisas, para formar ligas para turbinas de aviões. (Falo mais sobre o nióbio posteriormente.)
Enéas morreu vítima de uma leucemia mielóide aguda. Leucemia é um tipo de câncer.
Bomba atômica, aumento do efetivo militar, nacionalização do subsolo (Em especial do nióbio, que é tão vital na indústria aeronáutica), popularidade crescente... Você acharia MESMO que eles deixariam alguém com tais prognósticos viver muito tempo no "seu quintal"?
É aquela história: Ninguém sabe de nada. Mas, quando começamos a juntar as pecinhas do quebra-cabeça político espalhadas mundo afora e Brasil afora, começamos a enxergar um panorama nada favorável para nós. E para que os maus triunfem, basta que os bons não façam nada.
segunda-feira, 27 de maio de 2013
Marketing Multinível, "pirâmides", e a briga de foice no Brasil
Com certeza você já ouviu falar da expressão "Pirâmide Financeira": Um esquema de investimentos no qual a renda dos investidores mais antigos depende de quantos investidores mais recentes eles conseguirem atrair, e assim sucessivamente. Chega uma hora que a pirâmide não consegue se sustentar, e o "piloto" (O cabeça da Pirâmide) dissolve o esquema e leva toda a grana com ele. A propósito, isso é crime.
E com certeza, você já deve ter ouvido falar também da expressão "Marketing Multinível", que é praticamente a mesma coisa da pirâmide, mas usa produtos que tornam o esquema legal. E os produtos variam com a empresa: Shakes, serviço de VoIP, cartões de crédito, perfumes, roupas... A diferença do Marketing Multinível para a Pirâmide Financeira é que as empresas de Marketing Multinível usam produtos de uso praticamente constante, que todos os membros da pirâmide usam. Tipo, a Herbalife, a empresa de Marketing Multinível mais conhecida do Brasil, tem os seus "shakes emagrecedores", que são ávidamente consumidos por dondocas que querem perder uns "pneuzinhos". Isso sustenta a rede de Marketing Multinível e a torna legal de acordo com as Leis do país onde atuam.
Pois bem, ultimamente tá uma briga de foice contra (e entre) as Redes de Marketing Multinível por disputa de clientes. Alguns se dão bem no Marketing Multinível, outros não, e os motivos são tão diversos quanto as empresas. Algumas podem ser bem-intencionadas mas falham, outras são fraudes descaradas, e outras conseguem êxito. Marketing Multinível é como a Bolsa de Valores: Tem quem faça fortunas, tem quem perca fortunas. E tem quem cometa fraude e leve a grana dos investidores. A mesma inteligência requerida em uma Bolsa de Valores é requerida no Marketing Multinível (Só não precisa da gritaria, hehehe)
Todavia, a imprensa tradicional anda colocando todas no mesmo saco, supervalorizando os depoimentos de quem se deu mal nessas redes de MMN, e ignorando os depoimentos de quem se deu bem, geralmente isolados em alguns vídeos no Youtube. Por que será? Estariam as empresas de MMN gerando pessoas que enriquecem e se conscientizam de que podem trazer a prosperidade para outras? Empresas de MMN não costumam ser olhadas com maus olhos em outras partes do mundo, e nem mesmo no Brasil, até então. A Herbalife chegou a patrocinar times de futebol, como o todo-poderoso Barcelona, e até mesmo o Santos e o Avaí aqui no Brasil.
E, se tem uma coisa que eu aprendi nesses anos de observações, denúncias e outros quetales é que: Se a Globo é contra, é porque não é algo mau. E os sites da Globo jogam denúncia atrás de denúncia contra esquemas de MMN como Herbalife, TelexFree e outros. Misturando o trigo ao joio, para fazer confusão na cabeça do internauta (Sem falar do telespectador).
Passei meus olhos na internet agora a pouco, e tá uma briga de foice entre empresas de MMN, cada uma prometendo mais maravilhas que a outra. Não chegaram ao ponto de se acusar mutuamente (Ou então, eu ainda não vi) mas a disputa pelos clientes chegou até os comentários do Youtube: Basta aparecer um vídeo de MMN, promovendo-o ou depreciando-o, ou acusando-o de pirâmide, e os comentários pipocam de pessoas que participam desses meios fazendo suas divulgações, e prometendo lucros mais atraentes que os de outros serviços.
Por mim, eu não entro nesse tipo de empreitada. Nunca fui um bom vendedor, fosse de suco de laranja, fosse de purificador de água, e o cerne do MMN é vender um produto, uma associação. Mas é muito estranho como começaram a pipocar "denúncias" contra tais empreendimentos que, até ano passado, pareciam completamente aceitáveis, assim de repente.
Vai ver porque, para vender bem no MMN, você precisa desenvolver criatividade e outros atributos relativos à inteligência, um atributo que as Elites que detêm o poder no mundo querem reter apenas para si. Afinal, contra os poderes emburrecedores (TV vulgar, cultos religiosos, músicas idiotas), ninguém - Da imprensa tradicional - se manifesta. Como eu havia dito antes. MMN precisa de tanta acuidade mental quanto a Bolsa de Valores. Uma manobra errada e você perde muito, uma manobra certa e você fará fortunas.
E acuidade mental apurada para as massas não é interessante para as Elites, pois elas - As massas - poderiam se mobilizar contra as Elites, ao descobrirem que estão sendo iludidas e que possuem o poder de mudar a situação vigente, ainda mais em um país tão cheio de políticos corruptos, marajás e aproveitadores como é o Brasil.
E com certeza, você já deve ter ouvido falar também da expressão "Marketing Multinível", que é praticamente a mesma coisa da pirâmide, mas usa produtos que tornam o esquema legal. E os produtos variam com a empresa: Shakes, serviço de VoIP, cartões de crédito, perfumes, roupas... A diferença do Marketing Multinível para a Pirâmide Financeira é que as empresas de Marketing Multinível usam produtos de uso praticamente constante, que todos os membros da pirâmide usam. Tipo, a Herbalife, a empresa de Marketing Multinível mais conhecida do Brasil, tem os seus "shakes emagrecedores", que são ávidamente consumidos por dondocas que querem perder uns "pneuzinhos". Isso sustenta a rede de Marketing Multinível e a torna legal de acordo com as Leis do país onde atuam.
Pois bem, ultimamente tá uma briga de foice contra (e entre) as Redes de Marketing Multinível por disputa de clientes. Alguns se dão bem no Marketing Multinível, outros não, e os motivos são tão diversos quanto as empresas. Algumas podem ser bem-intencionadas mas falham, outras são fraudes descaradas, e outras conseguem êxito. Marketing Multinível é como a Bolsa de Valores: Tem quem faça fortunas, tem quem perca fortunas. E tem quem cometa fraude e leve a grana dos investidores. A mesma inteligência requerida em uma Bolsa de Valores é requerida no Marketing Multinível (Só não precisa da gritaria, hehehe)
Todavia, a imprensa tradicional anda colocando todas no mesmo saco, supervalorizando os depoimentos de quem se deu mal nessas redes de MMN, e ignorando os depoimentos de quem se deu bem, geralmente isolados em alguns vídeos no Youtube. Por que será? Estariam as empresas de MMN gerando pessoas que enriquecem e se conscientizam de que podem trazer a prosperidade para outras? Empresas de MMN não costumam ser olhadas com maus olhos em outras partes do mundo, e nem mesmo no Brasil, até então. A Herbalife chegou a patrocinar times de futebol, como o todo-poderoso Barcelona, e até mesmo o Santos e o Avaí aqui no Brasil.
E, se tem uma coisa que eu aprendi nesses anos de observações, denúncias e outros quetales é que: Se a Globo é contra, é porque não é algo mau. E os sites da Globo jogam denúncia atrás de denúncia contra esquemas de MMN como Herbalife, TelexFree e outros. Misturando o trigo ao joio, para fazer confusão na cabeça do internauta (Sem falar do telespectador).
Passei meus olhos na internet agora a pouco, e tá uma briga de foice entre empresas de MMN, cada uma prometendo mais maravilhas que a outra. Não chegaram ao ponto de se acusar mutuamente (Ou então, eu ainda não vi) mas a disputa pelos clientes chegou até os comentários do Youtube: Basta aparecer um vídeo de MMN, promovendo-o ou depreciando-o, ou acusando-o de pirâmide, e os comentários pipocam de pessoas que participam desses meios fazendo suas divulgações, e prometendo lucros mais atraentes que os de outros serviços.
Por mim, eu não entro nesse tipo de empreitada. Nunca fui um bom vendedor, fosse de suco de laranja, fosse de purificador de água, e o cerne do MMN é vender um produto, uma associação. Mas é muito estranho como começaram a pipocar "denúncias" contra tais empreendimentos que, até ano passado, pareciam completamente aceitáveis, assim de repente.
Vai ver porque, para vender bem no MMN, você precisa desenvolver criatividade e outros atributos relativos à inteligência, um atributo que as Elites que detêm o poder no mundo querem reter apenas para si. Afinal, contra os poderes emburrecedores (TV vulgar, cultos religiosos, músicas idiotas), ninguém - Da imprensa tradicional - se manifesta. Como eu havia dito antes. MMN precisa de tanta acuidade mental quanto a Bolsa de Valores. Uma manobra errada e você perde muito, uma manobra certa e você fará fortunas.
E acuidade mental apurada para as massas não é interessante para as Elites, pois elas - As massas - poderiam se mobilizar contra as Elites, ao descobrirem que estão sendo iludidas e que possuem o poder de mudar a situação vigente, ainda mais em um país tão cheio de políticos corruptos, marajás e aproveitadores como é o Brasil.
terça-feira, 14 de maio de 2013
Para os meus amigos brasileiros entenderem sobre a guerra civil na Síria. Por favor, compartilhem com os seus amigos
Em defesa da paz e da soberania da Síria
por Claudio Daniel (Notas) em Segunda, 8 de abril de 2013
"A República Árabe Síria é um país do Oriente Médio com 20 milhões de habitantes (estimativa de 2008), que faz fronteira com o Líbano e o Mar Vermelho a oeste, com a Jordânia ao sul, com o Iraque a leste, com a Turquia ao norte e com Israel no sudoeste. Sua capital, Damasco, é uma das cidades mais antigas do mundo. O estado é laico, e convivem no país diversas comunidades religiosas, como os cristãos, drusos, muçulmanos sunitas e xiitas. As mulheres sírias tem livre acesso à universidade, ao mercado de trabalho e à participação na vida política do país, em igualdade de condições com os homens, em contraste com o que acontece em países como o Catar e a Arábia Saudita, onde as mulheres são proibidas até de dirigir carros.
A Síria obteve a sua independência da França em 1946 e tornou-se um dos mais prósperos países árabes, com uma economia bastante diversificada, em que se destacam a agropecuária (25,9% do Produto Interno Bruto), a indústria (27,2%), o setor de serviços (46,0%) e o turismo. A Síria sempre apoiou o nacionalismo e o pan-arabismo, unindo-se ao Egito em 1958 para criar a República Árabe Unida (RAU) e participando de todas as campanhas militares contra a ocupação sionista promovida pelo Estado de Israel, perdendo o controle das colinas de Golan na Guerra dos Seis Dias, em 1967.
O país é governado desde 1963 pelo partido Baas, de orientação nacionalista e socialista, sendo o atual presidente Bashar Assad, que assumiu o seu primeiro mandato em 2000. Há diversos partidos políticos no país, como o Partido Comunista Sírio, o Partido da União Democrática Socialista, o Partido Sindicalista Socialista, o Partido Nacional Al-Ahd, entre outros, e em 2012 o Congresso votou uma nova Constituição para o país, que foi posteriormente submetida a referendo popular. No mesmo ano, foram realizadas eleições para os governos estaduais.
Em 2011, ocorreram protestos populares pacíficos contra medidas econômicas do governo, o que serviu de pretexto a grupos fundamentalistas islâmicos para iniciarem ações terroristas numa tentativa de desestabilizar o governo, tais como atentados a bomba em igrejas, mesquitas, supermercados e escritórios, assassinato de líderes religiosos, decapitação de soldados do exército sírio aprisionados e outras ações, insuflando uma guerra civil religiosa, com o objetivo de substituir o atual estado laico por um califado islâmico. Jihadistas de diversos países muçulmanos, como o Paquistão, o Marrocos e a Chechênia chegaram à Síria através da fronteira com a Turquia e formaram o chamado “Exército Livre Sírio”, que logo recebeu apoio financeiro, militar e logístico dos Estados Unidos e das monarquias do Golfo Pérsico, em especial o Catar e a Arábia Saudita.
Conforme matéria publicada no jornal O Estado de S. Paulo em 26 de março deste ano, foram realizados mais de 160 voos de carga militar para os “rebeldes” desde janeiro de 2012, incluindo armas de infantaria, artilharia e equipamentos de todo tipo. Ao mesmo tempo, os Estados Unidos e a Europa aprovaram severo embargo econômico contra o país árabe, numa tentativa de minar o apoio popular ao governo. A desmontagem de dezenas de fábricas sírias pelos “rebeldes”, transportadas em caminhões para a Turquia, é outra forma de sabotagem econômica. No campo político, a Liga Árabe, formada por países que em sua maioria são alinhados com os Estados Unidos, expulsaram a Síria da organização e aprovaram, em recente encontro de cúpula, o financiamento e a ajuda militar aos “rebeldes”, enquanto Israel, que já bombardeara um centro de pesquisas em território sírio, apelou para que a Liga Árabe invadisse a Síria, com a esperança de que a hipotética ação militar dos países do Golfo derrubasse o governo de Bashar Assad.
Uma ação militar estrangeira contra a Síria esbarra na oposição da Rússia, China, Irã e de países como o Brasil, a África do Sul e a Índia, que defendem uma solução pacífica negociada para o conflito. No final de 2012, Bashar Assad fez uma proposta de diálogo aos grupos de oposição dispostos a negociar. Ao mesmo tempo, surgem movimentos de solidariedade à Síria e contra as tentativas do sionismo e do imperialismo de destruir esse país árabe, como a recente passeata que aconteceu em São Paulo no dia 23 de março, que reuniu centenas de pessoas na Avenida Paulista, que foram manifestar o seu repúdio ao terrorismo dos grupos fundamentalistas e o seu apoio à paz e à soberania da Síria.
Por que o imperialismo quer destruir a Síria?
O imperialismo quer controlar a produção e distribuição de petróleo no Oriente Médio, as rotas marítimas, o comércio exterior e os pontos estratégicos na região, e para isso precisa eliminar os poucos governos soberanos e independentes que se opõem aos seus planos, como os do Líbano, do Irã e da Síria. Além disso, o enfraquecimento desses países ajuda Israel a manter a ocupação dos territórios palestinos. A Síria, única aliada árabe do Irã, sempre apoiou a causa palestina e também o Hezbollah, que resistiu à invasão sionista no Líbano.
Quantas pessoas morreram no conflito na Síria?
Não há dados confiáveis, mas os veículos de comunicação apontam entre 40 mil e 60 mil mortos desde o início do conflito, em 2011.
Quem é o “Exército Livre Sírio”?
O “Exército Livre Sírio” é formado por diversas organizações, sem uma estrutura unificada de comando, incluindo combatentes de diversos países muçulmanos (Paquistão, Arábia Saudita, Líbia, Marrocos, Chechênia etc.) que têm bases na Turquia. Muitos são fundamentalistas islâmicos ligados à Fraternidade Muçulmana, à Al-Qaeda e outras organizações. Seu objetivo é derrubar o governo de Bashar Assad e implantar um califado islâmico.
Bashar Assad é um ditador sanguinário que mata a própria população?
A mídia ocidental, formada por grandes empresas de comunicação que têm interesses econômicos e políticos alinhados aos Estados Unidos, retratam a realidade síria de forma distorcida, para conquistar apoio da opinião pública contra o governo de Bashar Assad e tentar justificar uma possível agressão militar a esse país. A mídia não informa que os grupos “rebeldes” realizam ações terroristas contra a população civil. O exército sírio combate militarmente esses grupos para defender a segurança da população e a soberania nacional.
O conflito na Síria pode levar a um conflito regional?
A Rússia e a China, que participam do Conselho de Segurança da ONU, são contrários a qualquer agressão militar contra a Síria, e a Rússia, que mantém bases militares nesse país, enviou recentemente uma esquadra para a região. Uma intervenção da OTAN na Síria, tal como aconteceu na Líbia, parece pouco provável. A estratégia inicial do imperialismo era insuflar uma guerra civil religiosa que levasse à queda de Assad e à divisão do país, mas até o momento os “rebeldes” estão longe de atingirem esse objetivo. Uma hipotética agressão da Turquia ou de Israel à Síria não está descartada, mas a aliança entre a Síria, o Irã e o Hezbollah poderia levar a um conflito regional. Os esforços diplomáticos de Rússia, China e dos BRICS são essenciais para uma solução negociada do conflito."
Fonte: Loco Mundo
Nota do Ondashiz: Como se percebe, nem tudo que aparece na mídia oficial merece ser levado a sério, e o que se percebe é a tentativa desesperada de se dirimir a imagem de um governante, taxando-o de "ditador" e enviando "rebeldes" pagos para desestabilizar o país. Coisa que, aliás, foi feita na Líbia e, se for pesquisar bem, foi feita também em outros "lugares de interesse" para os EUA. Cavuca fundo que você acha onde que "rebeldes" se levantaram contra um "ditador", receberam ajuda, venceram, e o lugar acabou pior do que tava.
por Claudio Daniel (Notas) em Segunda, 8 de abril de 2013
"A República Árabe Síria é um país do Oriente Médio com 20 milhões de habitantes (estimativa de 2008), que faz fronteira com o Líbano e o Mar Vermelho a oeste, com a Jordânia ao sul, com o Iraque a leste, com a Turquia ao norte e com Israel no sudoeste. Sua capital, Damasco, é uma das cidades mais antigas do mundo. O estado é laico, e convivem no país diversas comunidades religiosas, como os cristãos, drusos, muçulmanos sunitas e xiitas. As mulheres sírias tem livre acesso à universidade, ao mercado de trabalho e à participação na vida política do país, em igualdade de condições com os homens, em contraste com o que acontece em países como o Catar e a Arábia Saudita, onde as mulheres são proibidas até de dirigir carros.
A Síria obteve a sua independência da França em 1946 e tornou-se um dos mais prósperos países árabes, com uma economia bastante diversificada, em que se destacam a agropecuária (25,9% do Produto Interno Bruto), a indústria (27,2%), o setor de serviços (46,0%) e o turismo. A Síria sempre apoiou o nacionalismo e o pan-arabismo, unindo-se ao Egito em 1958 para criar a República Árabe Unida (RAU) e participando de todas as campanhas militares contra a ocupação sionista promovida pelo Estado de Israel, perdendo o controle das colinas de Golan na Guerra dos Seis Dias, em 1967.
O país é governado desde 1963 pelo partido Baas, de orientação nacionalista e socialista, sendo o atual presidente Bashar Assad, que assumiu o seu primeiro mandato em 2000. Há diversos partidos políticos no país, como o Partido Comunista Sírio, o Partido da União Democrática Socialista, o Partido Sindicalista Socialista, o Partido Nacional Al-Ahd, entre outros, e em 2012 o Congresso votou uma nova Constituição para o país, que foi posteriormente submetida a referendo popular. No mesmo ano, foram realizadas eleições para os governos estaduais.
Em 2011, ocorreram protestos populares pacíficos contra medidas econômicas do governo, o que serviu de pretexto a grupos fundamentalistas islâmicos para iniciarem ações terroristas numa tentativa de desestabilizar o governo, tais como atentados a bomba em igrejas, mesquitas, supermercados e escritórios, assassinato de líderes religiosos, decapitação de soldados do exército sírio aprisionados e outras ações, insuflando uma guerra civil religiosa, com o objetivo de substituir o atual estado laico por um califado islâmico. Jihadistas de diversos países muçulmanos, como o Paquistão, o Marrocos e a Chechênia chegaram à Síria através da fronteira com a Turquia e formaram o chamado “Exército Livre Sírio”, que logo recebeu apoio financeiro, militar e logístico dos Estados Unidos e das monarquias do Golfo Pérsico, em especial o Catar e a Arábia Saudita.
Conforme matéria publicada no jornal O Estado de S. Paulo em 26 de março deste ano, foram realizados mais de 160 voos de carga militar para os “rebeldes” desde janeiro de 2012, incluindo armas de infantaria, artilharia e equipamentos de todo tipo. Ao mesmo tempo, os Estados Unidos e a Europa aprovaram severo embargo econômico contra o país árabe, numa tentativa de minar o apoio popular ao governo. A desmontagem de dezenas de fábricas sírias pelos “rebeldes”, transportadas em caminhões para a Turquia, é outra forma de sabotagem econômica. No campo político, a Liga Árabe, formada por países que em sua maioria são alinhados com os Estados Unidos, expulsaram a Síria da organização e aprovaram, em recente encontro de cúpula, o financiamento e a ajuda militar aos “rebeldes”, enquanto Israel, que já bombardeara um centro de pesquisas em território sírio, apelou para que a Liga Árabe invadisse a Síria, com a esperança de que a hipotética ação militar dos países do Golfo derrubasse o governo de Bashar Assad.
Uma ação militar estrangeira contra a Síria esbarra na oposição da Rússia, China, Irã e de países como o Brasil, a África do Sul e a Índia, que defendem uma solução pacífica negociada para o conflito. No final de 2012, Bashar Assad fez uma proposta de diálogo aos grupos de oposição dispostos a negociar. Ao mesmo tempo, surgem movimentos de solidariedade à Síria e contra as tentativas do sionismo e do imperialismo de destruir esse país árabe, como a recente passeata que aconteceu em São Paulo no dia 23 de março, que reuniu centenas de pessoas na Avenida Paulista, que foram manifestar o seu repúdio ao terrorismo dos grupos fundamentalistas e o seu apoio à paz e à soberania da Síria.
Por que o imperialismo quer destruir a Síria?
O imperialismo quer controlar a produção e distribuição de petróleo no Oriente Médio, as rotas marítimas, o comércio exterior e os pontos estratégicos na região, e para isso precisa eliminar os poucos governos soberanos e independentes que se opõem aos seus planos, como os do Líbano, do Irã e da Síria. Além disso, o enfraquecimento desses países ajuda Israel a manter a ocupação dos territórios palestinos. A Síria, única aliada árabe do Irã, sempre apoiou a causa palestina e também o Hezbollah, que resistiu à invasão sionista no Líbano.
Quantas pessoas morreram no conflito na Síria?
Não há dados confiáveis, mas os veículos de comunicação apontam entre 40 mil e 60 mil mortos desde o início do conflito, em 2011.
Quem é o “Exército Livre Sírio”?
O “Exército Livre Sírio” é formado por diversas organizações, sem uma estrutura unificada de comando, incluindo combatentes de diversos países muçulmanos (Paquistão, Arábia Saudita, Líbia, Marrocos, Chechênia etc.) que têm bases na Turquia. Muitos são fundamentalistas islâmicos ligados à Fraternidade Muçulmana, à Al-Qaeda e outras organizações. Seu objetivo é derrubar o governo de Bashar Assad e implantar um califado islâmico.
Bashar Assad é um ditador sanguinário que mata a própria população?
A mídia ocidental, formada por grandes empresas de comunicação que têm interesses econômicos e políticos alinhados aos Estados Unidos, retratam a realidade síria de forma distorcida, para conquistar apoio da opinião pública contra o governo de Bashar Assad e tentar justificar uma possível agressão militar a esse país. A mídia não informa que os grupos “rebeldes” realizam ações terroristas contra a população civil. O exército sírio combate militarmente esses grupos para defender a segurança da população e a soberania nacional.
O conflito na Síria pode levar a um conflito regional?
A Rússia e a China, que participam do Conselho de Segurança da ONU, são contrários a qualquer agressão militar contra a Síria, e a Rússia, que mantém bases militares nesse país, enviou recentemente uma esquadra para a região. Uma intervenção da OTAN na Síria, tal como aconteceu na Líbia, parece pouco provável. A estratégia inicial do imperialismo era insuflar uma guerra civil religiosa que levasse à queda de Assad e à divisão do país, mas até o momento os “rebeldes” estão longe de atingirem esse objetivo. Uma hipotética agressão da Turquia ou de Israel à Síria não está descartada, mas a aliança entre a Síria, o Irã e o Hezbollah poderia levar a um conflito regional. Os esforços diplomáticos de Rússia, China e dos BRICS são essenciais para uma solução negociada do conflito."
Fonte: Loco Mundo
Nota do Ondashiz: Como se percebe, nem tudo que aparece na mídia oficial merece ser levado a sério, e o que se percebe é a tentativa desesperada de se dirimir a imagem de um governante, taxando-o de "ditador" e enviando "rebeldes" pagos para desestabilizar o país. Coisa que, aliás, foi feita na Líbia e, se for pesquisar bem, foi feita também em outros "lugares de interesse" para os EUA. Cavuca fundo que você acha onde que "rebeldes" se levantaram contra um "ditador", receberam ajuda, venceram, e o lugar acabou pior do que tava.
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