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segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

Apareceu no radar: Ataque nuclear dos EUA à Rússia - O plano do governo dos EUA de conquistar a Rússia por uma invasão surpresa

11/12/2018, Eric Zuesse,[1] para The Saker Blog
(Copiado do Blog do Alok)

Traduzido pelo Coletivo Vila Mandinga



A seguinte combinação de artigos explica – e aí estão os links para provas conclusivas – que o governo dos EUA está realmente distribuindo e alocando suas forças nucleares, para o objetivo de vencer guerra nuclear contra a Rússia (Guerra Mundial III, GM III); que os EUA já não estão limitados ou contidos (assumindo-se que algum dia os EUA tenham sido limitados ou contidos na loucura nuclear) pela ideia de que a GM III produziria catástrofe inaceitável para os dois lados (“Destruição Assegurada para os dois lados”, ing. “Mutually Assured Destruction”, MAD), e catástrofe que teria de ser evitada a qualquer custo. 

Hoje o governo dos EUA está absolutamente determinado a vencer a GM III, não a evitar a GM III.

Para essa finalidade armas nucleares estão sendo construídas e alocadas pelo governo dos EUA, para a específica finalidade de conquistar a Rússia, e essa passou a ser a missão da OTAN, e sua única função específica, embora o fato, por razões óbvias, não seja tema de discussão. Adiante listo os principais artigos sobre o tema, e reproduzo os trechos cruciais sobre esse assunto:


1: Federation of American Scientists, FAShttps://fas.org/blogs/

“Ainda em 2011, antes de o programa de desenvolvimento do programa B61-12 ter avançado além do ponto sem volta, a Federação dos Cientistas Norte-americanos escreveu à Casa Branca e ao Gabinete do Secretário da Defesa[2] destacando a contradição que havia entre aquele programa e a política do governo dos EUA, e as implicações para a estratégia nuclear. Jamais receberam resposta.”


Em março de 2020, os EUA começarão a instalar na Itália, Alemanha, Bélgica e Holanda (onde já estão instaladas bombas nucleares B-61), e provavelmente também em outros países europeus, a primeira bomba nuclear com controle de precisão a ser integrada ao arsenal dos EUA, a chamada B61-12. A função primordial dessa bomba é atacar a Rússia. A nova bomba tem capacidade para penetrar e explodir no subsolo e destruir os bunkers de comando central logo no primeiro ataque. O que fariam os EUA, se a Rússia instalasse bombas nucleares no México, a apenas poucos passos de território norte-americano?”


O programa de modernização das forças nucleares dos EUA foi apresentado ao público como um esforço para assegurar a confiabilidade e a segurança das ogivas nucleares no arsenal das capacidades militares. Na realidade, porém, aquele programa implementou novas tecnologias revolucionárias que aumentarão muito a capacidade de ataques de precisão do arsenal de mísseis balísticos dos EUA. Esse aumento na capacidade é espantoso – e amplia o poder geral para matar das forças de mísseis balísticos dos EUA, pode-se dizer que multiplica por três – e cria exatamente o que se esperaria ver, se um estado nuclear estivesse planejando acumular capacidade para combater e vencer uma guerra nuclear, porque pode desarmar o inimigo num primeiro ataque de surpresa.”


O plano do governo dos EUA para conquistar a Rússia baseia-se numa crença na ‘Primazia Nuclear’, e no plano fundamental para estabelecer a tal primazia dos EUA contra a Rússia — uma capacidade norte-americana para vencer guerra nuclear e por essa vitória conquistar a Rússia.”

CONCLUSÕES

As declarações do governo dos EUA ao público, que apresentam a Rússia como o ‘agressor’, e nas quais o governo dos EUA apresenta o programa nuclear exclusivamente para ‘defesa’ contra a Rússia e outras nações, é tão mentira quanto as declarações do governo dos EUA em 2002, segundo as quais o Iraque teria de ser invadido ‘porque’ a Agência de Energia Atômica Internacional teria descoberto – o que jamais aconteceu – que o Iraque estaria a seis meses de ter sua bomba atômica

Não se deve confiar no governo dos EUA hoje – como ninguém poderia confiar naquele momento. E o regime dos EUA destruiu Líbia, Síria e Iêmen, também a partir de mentiras oficiais. Não se pode confiar em nenhum mentiroso estatal serial.

O verdadeiro objetivo do regime dos EUA é conquistar e controlar todo o mundo – incluindo especialmente a Rússia. Depois do fim da União Soviética, e de seu comunismo, e da sua aliança militar do Pacto de Varsóvia estabelecido para defender a Rússia contra a aliança militar dos EUA – a OTAN –, já não há nem o pretexto do comunismo. A culpa do regime dos EUA aqui é especialmente vergonhosa no caso da Rússia, porque ataque nuclear e invasão da Rússia pelos EUA destruiria todo o planeta.

A fúria do regime dos EUA para controlar todo o mundo é o mal absoluto, integralmente ‘justificado’ por mentiras  (como a mentira de que Putin teria “tomado” a Crimeia — ‘violência’ que ‘justificaria’ o aumento das tropas e mísseis instalados junto às fronteiras da Rússia). Uma dessas mentiras é que “Putin deseja conquistar a Ucrânia”Só o mais perfeito imbecil acreditaria nisso


Além disso, crescentes movimentos na direção de um Estado policial, se não de uma ostensiva lei marcial do regime dos EUA, estão reduzindo drasticamente as próprias liberdades civis – o que é grave agressão ao próprio povo dos EUA. As crescentes porcentagens dos gastos do governo dos EUA dirigidas para gastos militares só têm ampliado a miséria e concentrado ainda mais a riqueza na aristocracia; implica dizer que só os bilionários norte-americanos beneficiam-se desse imperialismo, inclusive dentro da Ucrânia.

O governo dos EUA é governo de ‘democracia zero’, e agora já está convertido em inimigo de todo o mundo, exceto dos regimes que governam países aliados dos EUA, mas mesmo esses aliados também foram miserabilizados pela guerra que os governos dos EUA estão preparando, em nome dos proprietários da Lockheed Martin e outras dessas empresas norte-americanas gigantes.

O regime dos EUA é inimigo de todos os povos, em todos os pontos do mundo. É hoje a maior ameaça a todo mundo, de toda a história da humanidade, só comparável ao regime de Hitler. E ainda pode ser pior que o regime de Hitler, se suas bases e pessoal militares não forem expulsas de todos os países, antes de que aconteça a invasão-blitz da Rússia. Só assim será possível impedir aquele ataque. Se isso não for feito, a invasão-ataque da OTAN contra a Rússia consumará o desastre. Todas as nações do mundo estão encurraladas: não lhes resta outra escolha.

Dia 20/10/2016, NBC News publicou em manchete “Líder Filipino troca EUA por China e diz que ‘EUA perderam’.”.

Dia 1/5/2017, Global Research publicou em coluna, “Basta de Crimes contra a Paz: Canadá deve abandonar a OTAN já”.

A organização europeia pró-EUA correspondente à OTAN é chamada “Permanent Structured Cooperation” [Cooperação Estruturada Permanente (sic), CEP], nome estúpido, para desencaminhar a atenção da opinião pública dos EUA. 

Foi anunciada dia 8/9/2017, e meses depois estabelecida, dia 11/12/2017, com uma lista de “Compromissos comuns ambiciosos e mais cogentes” e com 25 estados-membros da União Europeia (os 28 membros da União Europeia, exceto o Reino Unido, Dinamarca e Malta) que subscreveram os tais compromissos. A criação dessa CEP é o começo do fim da OTAN. Tornou-se inevitável desde o golpe dos EUA na Ucrânia em fevereiro 2014 e a instalação de um regime nazista naquele país, que os EUA planejaram que se tornaria membro da OTAN e da União Europeia.

Dia 9/11/2019, o presidente Donald Trump dos EUA tuitou “Presidente Macron da França acaba de sugerir que a Europa construa sua própria ordem militar para se proteger contra Ucrânia, China e Rússia. Muito insultante. Melhor talvez que a Europa pague, antes, o que deve à OTAN, que os EUA sustentamos praticamente sozinhos!” 

Vai-se ver, Macron deseja manter a França fora da GM III. 

Talvez, também, Macron deseje ficar livre para determinar suas próprias políticas internacionais sem ter de obedecer às exigências dos bilionários norte-americanos, especialmente às exigências que os bilionários norte-americanos partilham com a família real saudita e os bilionários sionistas* – como conquistar a Síria para pôr no poder ali um governante a ser escolhido pelo rei Saud para cooperar com os bilionários norte-americanos

Por exemplo, dia 7/12/2018, o jornal Al Masdar News publicava em manchete que “Síria acusa Coalizão dos EUA de ter destruído completamente um hospital em Deir Ezzor”. Deir Ezzor é a região produtora de petróleo da Síria, e o regime dos EUA e aliados querem roubar o petróleo da Síria, o que explica os já muitos anos de esforços para assumir o controle naquela região, depois de destruir a infraestrutura de assistência que o Estado sírio oferece.

Para compreender o contexto geoestratégico mais amplo no qual ocorrem esses eventos diários, clique aqui.

NOTA: Há alta probabilidade de que a Ucrânia invada, dia 14/12/2018, a região do Donbass que se reintegrou à Rússia por decisão do povo, em referendo. Se acontecer, haverá resposta dos russos, que o governo Trump pode tentar usar como pretexto para invadir a Rússia, mas acho que não acontecerá, porque os EUA ainda não têm certeza de que conseguiriam impor “primazia nuclear”, nesse momento. Assim sendo, se essa dita invasão pelos ucranianos acontecer, o mais provável é que o governo da Ucrânia resulte gravemente desapontado.*******



[1] O historiador e jornalista investigativo Eric Zuesse é autor de vários livros, o mais recente dos quais são They’re Not Even Close: The Democratic vs. Republican Economic Records, 1910-2010 e CHRIST’S VENTRILOQUISTS: The Event that Created Christianity.
[2] Secretário da Defesa era Robert M. Gates, de 2006 (governo Bush Filho) até julho de 2011 (governo Obama). Gates é o único secretário da Defesa em toda a história dos EUA a ser convidado pelo governo seguinte (Obama) para permanecer no cargo; foi substituído por Leon E. Panetta, até 2013 [NTs, com informações oficiais dos EUA].
* Dia 27 de novembro, a “transcrição integral anotada da entrevista do presidente Trump ao Washington Post incluiu a mais completa explicação que se ouviu de Trump, até agora, sobre por que os EUA não acusarão o príncipe coroado Mohammed bin Salman al-Saud pelo assassinato de Khashoggi: “Foram e são nossos grandes aliados. Sem eles, os problemas de Israel seriam muito piores. Temos de ter um contrapeso contra o Irã. … É muito, muito importante manter esse relacionamento. É muito importante ter os sauditas como aliados, se queremos ficar nessa parte do mundo. Por que ficar nessa parte do mundo? Uma das razões é Israel. O petróleo é cada vez menos a principal razão, porque estamos produzindo mais petróleo agora, do que jamais antes. Assim sendo, de repente se chega a um ponto em que já não temos de ficar aqui” (além do desejo dos bilionários de Israel e dos bilionários dos EUA que também partilham do controle sobre o governo de Israel). Um observador astuto anotou, a propósito desse comentário de Trump:
Afinal Trump explica que mantém relações com os sauditas porque assim atende interesses de Israel, porque Israel é “uma razão” para que EUA e suas tropas permaneçam na região. Com isso, Trump quebrou um tabu de muito tempo, porque a simples informação de que interesses de Israel seriam a razão pela qual EUA e tropas estão na região, visa a bloquear o lobby sionista com força e bastante sucesso pelo menos até aqui. Todos sabemos que a verdade nua e crua não é agradável aos ouvidos do regime sionista e seus asseclas: países e mais países bombardeados e destruídos, milhares de soldados norte-americanos mortos ou mutilados, trilhões de dólares em custos... e tudo isso só tem a ver com uma coisa: Israel!

Como muitos tradicionalistas, esse observador recusa-se, como se vê acima, a considerar que a família real saudita talvez controle também os bilionários judeus, não o contrário, como nesse caso, porque os sauditas controlam a taxa de câmbio do dólar e os bilionários judeus sequer controlam grande quantidade de petróleo. Mas, no atual contexto, essa é divergência pouco importante.

Além disso, dia 8/12/2018, The Atlantic publicou em manchete: “EUA estão pagando mais do que o combinado, pela Guerra do Iêmen” e informava que, embora o Departamento da Defesa tivesse sido reembolsado por serviços de reabastecimento em voo feito a aviões da Coalizão comandada pelos sauditas, o Comando Central dos EUA havia recentemente revisado os próprios registros e descobriu erros na contabilidade, segundo os quais o Departamento de Defesa não cobrara corretamente pelos serviços de abastecimento e reabastecimento”. – O Pentágono recusou-se a informar quanto daquela despesa dos sauditas acabou por ser paga pelos contribuintes norte-americanos — quer dizer, foi acrescida à dívida federal. Mas o Pentágono com certeza sabe o valor cobrado a menos dos sauditas, porque, se não soubesse, o próprio Pentágono não estaria exigindo o pagamento diretamente do príncipe coroado Salman al-Saud. Ninguém exige reembolso, a menos que saiba exatamente o quanto deva ser reembolsado. 

A razão provável pela qual Trump faz hoje essa cobrança seria que, com o que já se sabe, como informação de domínio público, sobre o assassinato de Khashoggi, Trump está agora em posição muito mais forte para barganhar pelo próprio dinheiro. A posição de Trump, na barganha contra al-Saud melhorou muito. Trump agora representa os bilionários dos EUA e também os bilionários de Israel – absolutamente não representa o povo norte-americano. Afinal de contas: nesse caso, Trump está negociando a favor dos interesses dos bilionários, contra a Casa de Saud.

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

[UFOLOGIA] O estranho livro russo das 58 Raças Alienígenas

Quem estuda ou tem curiosidade sobre Ufologia, com certeza, já esbarrou no "Livro das 58 Raças Alienígenas" atribuído à SMERSH, agência de inteligência russa antecessora da KGB. De acordo com o cara que fez o compilado, um amigo dele que é ucraniano chamou ele pra visitar o pai dele que mora em Portugal, e ao dar uma arrumada na casa do velho, descobriu alguns papéis muito importantes, e um livro. O pai do cara liberou todos os papéis para o cara jogar fora mas, em vez disso, ele fretou uma van pra levar todo o documental até a casa dele, e lá começou o processo de triagem, sendo nesse momento que o livro foi descoberto.

O livro em si trás alguns detalhes sobre algumas raças alienígenas que visitam o mundo, algumas dessas raças com outros nomes, diferentes dos nomes que nós conhecemos. Se os nomes foram dados assim para evitar reconhecimento por estranhos - Afinal, alguns desses nomes, em ucraniano, são nomes de comidas - ou se era uma nomenclatura particular da SMERSH, ou mesmo nomes dados pelas raças e a semelhança ser uma incrível coincidência, é difícil saber.

Nesse livro, temos a Terra em uma situação um tanto quanto delicada, pois agora existe uma tal de "Raça Maître" (Rasa Metra - Raça Mestra) que se parece com os grays, mas parecem ser nada amistosos, além da presença de Reptilianos que mudam de forma, raças semelhantes a Reptilianos (Mas que não mudam de forma), seres que foram a inspiração para o alienígena de "Indenpendence Day", raças com oito sexos (Haja banheiro!), ETzinhos canibais de meio metro de altura (E chegados numa treta) a raças que inspiraram os mais diferentes aspectos da mitologia, dos gigantes bíblicos às fadas da mitologia celta, dos gênios da mitologia pré-islâmica aos vampiros da Transilvânia.

O livro também contém a data e local da última vez que tal raça foi vista, trechos rabiscados a caneta, e citações de vários povos alienígenas, umas dando apoio moral, outras tocando o terror. Também fala sobre um suposto "Conselho dos Cinco (Que antes era Conselho dos Nove)", que tem como função principal proteger a Terra dos assédios da Raça Maître. A Raça Maître, por sua vez, parece ser um "mal necessário", porque os Maître mantém afastados da Terra outros tipos ainda piores de alienígenas... Geopolítica elevada ao cubo!

Por fim, uma breve explicação do que é "ELA", com uma longa mensagem passada em conjunto por duas raças alienígenas (Que, pelo visto, devem cooperar entre si), dando uma bela bronca nos líderes religiosos. "ELA", no caso, seria reconhecida na Terra como Ártemis ou Diana. Não só isso: A suposta "ELA" seria A DEUSA CRIADORA, que possui diferentes nomes em diferentes planetas (Ainda que os nomes mostrados sejam um tanto quanto parecidos entre si)

No livro que eu baixei o PDF há ainda alguns casos estranhos e ilustrações dos alienígenas que chegam mais próximo da descrição obtida com os agentes. Há também fotos e ilustrações diversas das naves usadas, algumas delas mostrando qual é a raça que usa.

No próximo artigo, algumas curiosidades a respeito sobre algumas das raças. Não tenho um veredicto a respeito ainda, mas estou estudando-o e cruzando referências.

domingo, 25 de agosto de 2013

Qual é a Verdade sobre a Coreia do Norte?

Com certeza, você já deve ter se cansado de ver, ouvir e ler escabrosidades sobre a Coreia do Norte. Chegando ao cúmulo de dizer que canibalismo era corriqueiro por lá devido à fome que assola o país, porque em vez de comida, o governo Norte-Coreano prefere comprar armas.

Bom,com a palavra, o ex-embaixador do Brasil na Coreia do Norte, que viu as coisas in loco.






E agora, o que me diz?

sábado, 1 de junho de 2013

Lula, Chávez - Estranhos Casos de Cânceres entre Líderes Latino-americanos - Parte 2

Achei este curiosíssimo texto neste site esquerdista, e me lembrei que não é necessário um satélite com raios-X ou raios gama direcionados a você para te causar câncer, basta um pozinho de algo radioativo em algum lugar inusitado. O que subtrai um pouco da [minha] maionese a respeito das mortes de certas pessoas cujos interesses se conflitavam com os de certa superpotência.
Vamos a ele, então.

 Sobre a Eliminação Física de Líderes Inimigos pelos Serviços Secretos

Os fatos relacionados à doença e morte do presidente venezuelano Hugo Chávez estão causando certa polêmica desde que o presidente em exercício, Nicolás Maduro, acusou abertamente o governo dos Estados Unidos, através da CIA, de ter causado o câncer que veio a matar o falecido líder. É uma afirmação grave, que dificilmente seria feita de forma leviana por um chefe de estado — certamente os venezuelanos têm suas razões para desconfiar de que os eventos fatídicos que levaram ao óbito do mandatário foram extraordinários — mas o bom senso recomenda que não turvemos nossa visão da realidade com os óculos unidimensionais da ideologia. Antes de ridicularizar humoristicamente os que acreditam nesta teoria, ou demonizar como cúmplices do Mal aqueles que celebram a morte de Chávez sem acreditar em qualquer fato não natural, é preciso fazer alguma pesquisa de fundo para avaliar a plausibilidade do que disse o atual chefe de estado venezuelano.

Existem quatro perguntas a se responder:
  1. Existem precedentes históricos de eliminação física de líderes inimigos, adversários políticos ou pessoas incômodas através de meios sub reptícios (envenenamento, traições etc.)?
  2. A política dos Estados Unidos quanto a isso envolve algum tipo de endosso ou tolerância com a prática da eliminação física de líderes adversários?
  3. Houve casos documentados de líderes políticos ou personae non gratae que sofreram de câncer, ou de situações que poderiam/poderão resultar em câncer?
  4. Existem cânceres conhecidos pela ciência que poderiam, em tese, ser induzidos de forma eficiente (isto é, a custo relativamente baixo e desfecho a curto ou médio prazo)?
Se pudermos responder “sim” às quatro perguntas acima, é forçoso concluir que a teoria aventada pelo presidente venezuelano não é um delírio — mesmo que efetivamente se descubra que Chávez não foi envenenado. Ideias são delirantes quando não possuem base lógica ou conexão com realidade. Ideias que possuem base lógica e se harmonizam com a realidade, mas são falsas, não são delírios, são apenas equívocos. As pessoas se equivocam todo o tempo. Você está em uma cidade estranha e entra em esquinas erradas até se perder. Tem várias marcas de refrigerante para escolher, mas frequentemente pede um que não o satisfaz tanto quanto um outro de que só se lembrou depois que o pedido veio. Errar é humano. Erros não são delírios.

Meu objetivo neste artigo não é provar que Chávez foi morto pela CIA, mas analisar se esta teoria é um delírio ou uma hipótese válida, ainda que provavelmente falsa.

Precedentes históricos

A traição é uma ferramenta da política desde antes do homem ser homem. Desde que desenvolvemos a inteligência, a luta pela primazia no bando deixou de ser uma competição de força e passou a incluir a habilidade. Um macaco mais fraco, mas ágil no manejo de um porrete, poderia matar outro mais bruto. Se a força tivesse continuado o parâmetro para definir as lideranças, a civilização não existiria. O engano e a traição estão entre os elementos que construíram o mundo em que vivemos. E você ainda se pergunta por que há tanta gente má lá fora.

O envenenamento, embora frequentemente depreciado como uma prática “de mulheres”, foi amplamente empregado desde a Antiguidade, especialmente na difícil tarefa de livrar-se de reis sem cometer abertamente o regicídio — que era sempre punido com penas bestiais, como o escafismo (na Pérsia), drawing and quartering (Inglaterra) ou o evisceramento (Japão). A prática do envenenamento era tão comum na Pérsia que havia até uma lenda que dizia que certos homens poderiam, se o recebessem desde cedo em doses progressivas, desenvolver tolerância a qualquer veneno.

Os envenenamentos de inimigos políticos mais notáveis para a nossa análise são os seguintes:
  1. Tódor Romza, bispo ortodoxo de Mukachev, Ucrânia, envenenado com curare (veneno paralisante).Mandante: URSS. Data: 1947.
  2. Stepan Bandera, líder nacionalista ucraniano, envenenado com cianureto. Mandante: URSS. Data: 1959.
  3. Aleksandr Dubcek, líder tcheco-eslovaco, envenenado com estrôncio (sobreviveu). Mandante: URSS. Data: 1968.
  4. João Goulart, ex presidente brasileiro, na época exilado na Argentina. Envenenado pela substituição de um de seus comprimidos para hipertensão, substituído por um de anfetamina, segundo confessado por um agente do serviço secreto da polícia uruguaia. Mandante: Brasil. Ano: 1976.
  5. Georgi Markov, jornalista e escritor búlgaro, envenenado com um pequeno projétil contendo rícino disparado por uma arma oculta em um guarda-chuva. Mandante: Bulgária. Data: 1978.
  6. Khaled Meshal, líder nacionalista palestino (Hamas), envenenado com uma substância desconhecida, instilada através de seu ouvido por uma dispositivo de spray. Sobreviveu graças à prisão dos agentes responsáveis pela tentativa pela polícia da Jordânia, que ameaçou matá-los caso o antídoto não fosse fornecido. Mandante: Israel. Ano: 1997.
  7. Roman Tsepov, empresário russo e possivelmente líder mafioso, supostamente amigo e posteriormente desafeto de V. Putin. Envenenado por alta dose de algum material radioativo (autópsia não realizada). Mandante: provavelmente a Rússia. Data: 2001.
  8. Ibn al-Kathab, nacionalista islâmico da Chechênia, envenenado por uma carta embebida em sarin ou outro agente tóxico contra os nervos. Mandante: Rússia. Data: 2002.
  9. Aleksandr Litvinenko, agente secreto russo que havia desertado para a Grã Bretanha após denunciar um plano para matar Bóris Berezovsky, milionário (e possivelmente mafioso) russo, em um caso semelhante ao de Tsepov. Envenenado por polônio (oficialmente o inquérito sobre sua morte foi abandonado, por razões diplomáticas). Mandante: Rússia. Data: 2003.
  10. Anna Politkovskaya, jornalista e defensora dos direitos das minorias na Rússia, opositora do conflito na Chechênia. Sobreviveu a uma tentativa de envenenamento por alguma substância posta em seu chá, que não foi efetiva porque ela o cuspiu em vez de engolir. Mandante: Rússia. Data: 2004.
  11. Viktor Yushenko, político ucraniano. Sobreviveu a uma tentativa de envenenamento por dioxina (agente laranja). Ironicamente liderava um movimento democrático apelidado de “Revolução Laranja”. Mandante: desconhecido (mas seus adversários políticos eram ligados fortemente à Rússia). Data: 2004.
  12. Yasser Arafat, líder nacional palestino. Morreu após um longo período de tratamento na França, de causas não divulgadas. Pesquisas posteriores encontraram grande quantidade de polônio em seus objetos pessoais. Investigações feitas por pesquisadores suíços sugerem que morreu em decorrência de câncer causado por envenenamento por substância radioativa. Mandante: Israel. Ano: 2004.
  13. Viktor Kalashnikov, escritor russo, irmão de Mikhail, inventor do famoso fuzil AK-47. Sobreviveu (com sequelas) a um envenenamento por mercúrio. Mandante: Rússia (segundo a vítima). Data: 2010.
Portanto, existem pelo menos treze precedentes históricos recentes e significativos de pessoas que foram mortas a mando de governos, empregando envenenamento (tecnicamente, a contaminação por radioatividade é uma forma de envenenamento). É certo que a maioria destes casos é atribuída aos serviços secretos comunistas ou aos serviços secretos russos (herdeiros da KGB), mas não custa lembrar que nós não ouvimos o lado de lá da História: o fim do bloco socialista, nos anos 1990, significou o triunfo da versão ocidental, expurgada de seus próprios casos.

Analisando esta sequência de casos vemos um padrão preocupante: as ações anteriormente executadas através de venenos tradicionais se tornaram cada vez mais frequentemente feitas com substâncias radioativas. Embora estas substâncias sejam fáceis de detectar (a ponto de a tumba de Aleksandr Litvinenko ser selada com chumbo para evitar contaminação), elas são difíceis de limpar do organismo: mesmo que a vítima sobreviva ao envenenamento inicial, ela sofrerá depois as consequências da radiação, desenvolvendo tumores. É possível que a ideia de empregar radiação como veneno tenha surgido ou se fortalecido após o incidente com Césio-137 em Goiânia, durante o qual várias pessoas ingeriram o contaminante radioativo, com os efeitos lamentáveis que se conhece.

Alguns dos casos mencionados nesta lista são peças que lembram filmes de espionagem: agentes instilando venenos em spray no ouvido de inimigos, xícaras de chá envenenadas, guarda-chuvas que atiram projéteis de rícino, dardos de curare disparados por zarabatanas em praças públicas. Estão listados aqui para sacudir um pouco o ceticismo do leitor, que acha que algo que “parece de coisa de filme” não pode ter acontecido na realidade. É fato que os serviços secretos do mundo todo empregam métodos engenhosos para envenenar e matar aqueles que seus governos elegem como alvos. Métodos que parecem saídos de um filme do Agente 86, mas que funcionam.

Política americana 

Uma vez estabelecido que a prática do envenenamento de inimigos políticos, inclusive pelo uso de radiação, é comum e corriqueira, temos que definir qual a política dos EUA quanto a isso. Há duas questões a se levantar. A primeira é quão corriqueiros esses casos são, dirá o leitor. A segunda questão é que esse não parece ser o jeito americano de agir.

Treze casos não são exatamente uma abundância incrível. Mas há que se lembrar que são treze casos notórios, envolvendo pessoas públicas ou que, de outra forma, atraíram a atenção da mídia. Não é todo dia que alguém é morto por um dardo envenenado numa rua de Munique ou por uma bala envenenada disparada por um guarda chuva em um metrô em Londres. Devem existir inúmeros outros casos que não conhecemos porque envolvem pessoas obscuras demais ou que ocorreram em lugares distantes ou sem testemunhas.

É verdade que a CIA parece gostar mais de explodir pessoas do que brindá-las com um chá da meia-noite. Mas parecer não é ser. O curioso (e bizarro) caso dos agentes do Mossad que espirraram veneno dentro do ouvido de um líder do Hamas nos dão uma sugestão de que os serviços secretos ocidentais também sabem ser sutis quando querem, ou precisam.

Na verdade, a simples existência de precedentes de assassinato de líderes inimigos (“decapitação”, no jargão do Mossad) serve de apoio à nossa tese, porque os métodos dependerão sempre das circunstâncias. Anwar al-Aulaqi e Osama bin Laden foram mortos em ações militares violentas porque estavam em território hostil e porque, dada a natureza de suas atividades, ninguém lamentaria essa opção (ainda que vários juristas e políticos tenham advertido sobre a gravidade da violação das leis internacionais que aconteceu durante a missão de execução de Osama). Um inimigo sobre o qual se pudesse ter um acesso controlado em território não conflagrado (como um quarto de hotel) poderia ser morto de maneira menos estrepitosa. O que precisamos é saber se essa maneira é possível. Porque se é possível, ela já deve ter sido usada.

Casos polêmicos

Analisemos agora a coisa por outro lado. Sabemos que houve vários casos documentados de pessoas que foram envenenadas a mando de serviços secretos (principalmente da URSS/Rússia, mas também de Israel e até do Brasil). Existem, porém, registros de mortes suspeitas que poderiam ter sido causadas por envenenamentos, excluindo os casos de morte violenta (como a de Juscelino Kubitschek)?

Difícil dizer, visto que existem muitos venenos que são capazes de produzir efeitos semelhantes ao de morte natural (e muitos venenos são empregados justamente por terem tal propriedade). Então, se não há uma suspeita de possível envenenamento, que dificilmente há se a vítima for idosa, não haverá uma necrópsia detalhada, capaz de identificar a causa mortis. Restam os murmúrios, como os que duvidam da naturalidade da morte de Carlos Lacerda, que desmaiou na rua em 1977 e nunca mais acordou e de Tancredo Neves e sua misteriosa doença. O que podemos dizer  é que, com toda segurança, nenhuma morte por envenenamento é fácil de detectar à distância, e as mortes de pessoas públicas costumam ser envoltas em mistério.

Cânceres úteis

Referindo-nos especificamente ao caso, que substâncias  seriam capazes de produzir um câncer relativamente letal de forma “segura” (suponhamos que Chávez nunca foi detectado com doses altas de radiação)?
  • Azoximetano. “Particularmente efetivo para produzir cânceres de cólon”.
  • Tório. Se inalado ou ingerido causa cânceres de órgãos internos, como pâncreas e fígado.
  • Metilcolantreno. Produz câncer de próstata rapidamente se ingerido.
  • 3-Nitrobenzantrônio. Um dos componentes resultantes da queima do óleo diesel. Potente carcinogênico ligado às vias respiratórias.
  • 4NQO (4-Nitroquinolina 1-oxidina). Produz tumores nas regiões atingidas após ser inserido na circulação sanguínea.
  • N-Nitroso-N-metiluréia (NMU). Carcinogênico “bastante confiável” ligado a tumores malignos do estômago, sarcomas e gliomas cerebrais, adenocarcinomas pancreáticos, leucemias e linfomas.
Uma das argumentações contra a possibilidade de Chávez ter sido envenenado reside na “dificuldade” de se induzir alguém a ter câncer. No entanto, uma rápida pesquisa na Wikipédia já me revelou quatro substâncias conhecidas cujos efeitos carcinogênicos são descritos com adjetivos como “efetivo”, “rápido”, “potente” e “confiável”. Algumas substâncias causam cânceres específicos, outras, de forma traiçoeira, estão ligadas a diferentes tipos, podendo ter efeitos difíceis de prever. Todas estas substâncias são efetivas para induzir câncer em quantidades relativamente pequenas, que poderiam passar despercebidas (substâncias cancerígenas em dosagens muito altas são bastante numerosas, mas pouco efetivas porque ninguém chegaria a consumir quantidades muito grandes).

Isto, claro, se refere a substâncias tão conhecidas que têm verbetes na Wikipédia. Suponho que existam muitas outras substâncias que não estão lá porque não são muito conhecidas, que não estão lá porque são secretas ou que estão lá mas eu não percebi (minha pesquisa foi bem porca).

Aonde isso nos leva

Sabemos que a prática de envenenar inimigos é antiquíssima, que várias potências contemporâneas a têm usado (notavelmente a URSS/Rússia), que existe certo segredo sobre as causas das mortes dos líderes mundiais (e dos papas, por que não?) e que existem substâncias capazes de envenenar de várias formas, inclusive causando câncer.

Tendo todos estes dados sobre a mesa, mas ainda sem emitir um juízo de valor sobre o caso Hugo Chávez, podemos afirmar sem medo de ridículo que a possibilidade de envenená-lo para causar-lhe o câncer que o matou não é uma insanidade. Insano é acreditar que os Estados Unidos “não fariam isso”, é um pensamento análogo à fé cega. Não só os EUA “fariam isso” contra um desafeto como já o fizeram várias vezes.

É difícil, senão impossível, saber se a tentativa aconteceu, ou se a morte efetivamente foi causada por ela ou por outro incidente ou fenômeno natural. O mundo é regido por uma certa dose de caos. O fato de alguém tentar matar outrem não quer dizer que a morte, caso ocorra, é resultado do primeiro ato. Como num filme de humor negro, no qual o espião atira no inimigo, mas a bala se perde e o inimigo, seguindo calmamente seu caminho, escorrega numa casca de banana e morre de traumatismo craniano ao bater no chão.

Este artigo não foi escrito para provar que Chávez foi envenenado pela CIA, mas para mostrar como a ridicularização desta hipótese revela uma certa “fé” de certos setores e pessoas nos valores morais de uma potência estrangeira, os Estados Unidos. Aparentemente, os EUA são o único país do mundo liderado por pessoas absolutamente isentas e sensatas, que jamais tentariam matar pessoas por discordarem de sua ideologia.

De minha parte, acredito que o melhor argumento contra a hipótese ainda é o de que o estilo americano é mais parecido com enfiar uma bala no sujeito. Malcolm X, John Kennedy, Martin Luther King, Anwar al-Aulaqi, Osama bin Laden. Ou, talvez, sabotar seu avião. Omar Torrijos-Herrera. Mas Chávez esteve várias vezes às turras com Israel, por causa de sua amizade com o Irã. E Israel teve aqueles caras com o spray de veneno no ouvido do líder do Hamas… 

Agora, pare e pense. Saiamos do cenário internacional e voltemos para o mundinho Brasilis com o qual convivemos, dia após dia. Estas mortes não te parecem suspeitas?

Tancredo Neves, ganhou a eleição presidencial contra - Justo quem - Paulo Maluf, que pertencia ao partido apoiado pelo Regime Militar (ARENA). Vítima de uma misteriosa doença que o levou a óbito. Em seu lugar, José Sarney, cuja retrospectiva dispensa comentários.

Clodovil Hernandes, também um caso muito suspeito, mas nesse caso, seria restrito a intrigas internas. Por duvidar do Holocausto e considerar os ataques do 11 de Setembro um "trabalho interno", foi duramente processado. Entre suas propostas de lei havia uma muito interessante, que objetivava reduzir o número de deputados federais (Atualmente, 513) para 250. Sem contar que ele não tinha papas na língua, mesmo no Plenário. Morreu em decorrência de um AVC

Ulysses Guimarães, um dos autores da Constituição de 1988. Sempre foi ativo na sua oposição à Ditadura Militar. também fez elogios ao Parlamentarismo em um artigo de 1992. Seu corpo desapareceu após o helicóptero onde estava cair em Angra dos Reis, no mesmo ano.

E a mais suspeita das mortes:

Enéas Carneiro, ex-fundador do PRONA, cardiologista e uma das mentes mais afiadas e brilhantes da História da política brasileira. Ultranacionalista e conservador, chegou a defender a construção da Bomba Atômica, o aumento do efetivo militar e a nacionalização dos recursos minerais do subsolo brasileiro, em especial, do nióbio, cujas jazidas se concentram principalmente aqui e uma mina das três que existem no mundo, que fica em Minas Gerais, produz 75% do mineral que é usado, entre outras coisas, para formar ligas para turbinas de aviões. (Falo mais sobre o nióbio posteriormente.)

Enéas morreu vítima de uma leucemia mielóide aguda. Leucemia é um tipo de câncer.

Bomba atômica, aumento do efetivo militar, nacionalização do subsolo (Em especial do nióbio, que é tão vital na indústria aeronáutica), popularidade crescente... Você acharia MESMO que eles deixariam alguém com tais prognósticos viver muito tempo no "seu quintal"?

É aquela história: Ninguém sabe de nada. Mas, quando começamos a juntar as pecinhas do quebra-cabeça político espalhadas mundo afora e Brasil afora, começamos a enxergar um panorama nada favorável para nós. E para que os maus triunfem, basta que os bons não façam nada.


terça-feira, 14 de maio de 2013

Para os meus amigos brasileiros entenderem sobre a guerra civil na Síria. Por favor, compartilhem com os seus amigos

Em defesa da paz e da soberania da Síria
por Claudio Daniel (Notas) em Segunda, 8 de abril de 2013



"A República Árabe Síria é um país do Oriente Médio com 20 milhões de habitantes (estimativa de 2008), que faz fronteira com o Líbano e o Mar Vermelho a oeste, com a Jordânia ao sul, com o Iraque a leste, com a Turquia ao norte e com Israel no sudoeste. Sua capital, Damasco, é uma das cidades mais antigas do mundo. O estado é laico, e convivem no país diversas comunidades religiosas, como os cristãos, drusos, muçulmanos sunitas e xiitas. As mulheres sírias tem livre acesso à universidade, ao mercado de trabalho e à participação na vida política do país, em igualdade de condições com os homens, em contraste com o que acontece em países como o Catar e a Arábia Saudita, onde as mulheres são proibidas até de dirigir carros.

A Síria obteve a sua independência da França em 1946 e tornou-se um dos mais prósperos países árabes, com uma economia bastante diversificada, em que se destacam a agropecuária (25,9% do Produto Interno Bruto), a indústria (27,2%), o setor de serviços (46,0%) e o turismo. A Síria sempre apoiou o nacionalismo e o pan-arabismo, unindo-se ao Egito em 1958 para criar a República Árabe Unida (RAU) e participando de todas as campanhas militares contra a ocupação sionista promovida pelo Estado de Israel, perdendo o controle das colinas de Golan na Guerra dos Seis Dias, em 1967.

O país é governado desde 1963 pelo partido Baas, de orientação nacionalista e socialista, sendo o atual presidente Bashar Assad, que assumiu o seu primeiro mandato em 2000. Há diversos partidos políticos no país, como o Partido Comunista Sírio, o Partido da União Democrática Socialista, o Partido Sindicalista Socialista, o Partido Nacional Al-Ahd, entre outros, e em 2012 o Congresso votou uma nova Constituição para o país, que foi posteriormente submetida a referendo popular. No mesmo ano, foram realizadas eleições para os governos estaduais.

Em 2011, ocorreram protestos populares pacíficos contra medidas econômicas do governo, o que serviu de pretexto a grupos fundamentalistas islâmicos para iniciarem ações terroristas numa tentativa de desestabilizar o governo, tais como atentados a bomba em igrejas, mesquitas, supermercados e escritórios, assassinato de líderes religiosos, decapitação de soldados do exército sírio aprisionados e outras ações, insuflando uma guerra civil religiosa, com o objetivo de substituir o atual estado laico por um califado islâmico. Jihadistas de diversos países muçulmanos, como o Paquistão, o Marrocos e a Chechênia chegaram à Síria através da fronteira com a Turquia e formaram o chamado “Exército Livre Sírio”, que logo recebeu apoio financeiro, militar e logístico dos Estados Unidos e das monarquias do Golfo Pérsico, em especial o Catar e a Arábia Saudita.


Conforme matéria publicada no jornal O Estado de S. Paulo em 26 de março deste ano, foram realizados mais de 160 voos de carga militar para os “rebeldes” desde janeiro de 2012, incluindo armas de infantaria, artilharia e equipamentos de todo tipo. Ao mesmo tempo, os Estados Unidos e a Europa aprovaram severo embargo econômico contra o país árabe, numa tentativa de minar o apoio popular ao governo. A desmontagem de dezenas de fábricas sírias pelos “rebeldes”, transportadas em caminhões para a Turquia, é outra forma de sabotagem econômica. No campo político, a Liga Árabe, formada por países que em sua maioria são alinhados com os Estados Unidos, expulsaram a Síria da organização e aprovaram, em recente encontro de cúpula, o financiamento e a ajuda militar aos “rebeldes”, enquanto Israel, que já bombardeara um centro de pesquisas em território sírio, apelou para que a Liga Árabe invadisse a Síria, com a esperança de que a hipotética ação militar dos países do Golfo derrubasse o governo de Bashar Assad.

Uma ação militar estrangeira contra a Síria esbarra na oposição da Rússia, China, Irã e de países como o Brasil, a África do Sul e a Índia, que defendem uma solução pacífica negociada para o conflito. No final de 2012, Bashar Assad fez uma proposta de diálogo aos grupos de oposição dispostos a negociar. Ao mesmo tempo, surgem movimentos de solidariedade à Síria e contra as tentativas do sionismo e do imperialismo de destruir esse país árabe, como a recente passeata que aconteceu em São Paulo no dia 23 de março, que reuniu centenas de pessoas na Avenida Paulista, que foram manifestar o seu repúdio ao terrorismo dos grupos fundamentalistas e o seu apoio à paz e à soberania da Síria.

Por que o imperialismo quer destruir a Síria?
O imperialismo quer controlar a produção e distribuição de petróleo no Oriente Médio, as rotas marítimas, o comércio exterior e os pontos estratégicos na região, e para isso precisa eliminar os poucos governos soberanos e independentes que se opõem aos seus planos, como os do Líbano, do Irã e da Síria. Além disso, o enfraquecimento desses países ajuda Israel a manter a ocupação dos territórios palestinos. A Síria, única aliada árabe do Irã, sempre apoiou a causa palestina e também o Hezbollah, que resistiu à invasão sionista no Líbano.

Quantas pessoas morreram no conflito na Síria?
Não há dados confiáveis, mas os veículos de comunicação apontam entre 40 mil e 60 mil mortos desde o início do conflito, em 2011.

Quem é o “Exército Livre Sírio”?
O “Exército Livre Sírio” é formado por diversas organizações, sem uma estrutura unificada de comando, incluindo combatentes de diversos países muçulmanos (Paquistão, Arábia Saudita, Líbia, Marrocos, Chechênia etc.) que têm bases na Turquia. Muitos são fundamentalistas islâmicos ligados à Fraternidade Muçulmana, à Al-Qaeda e outras organizações. Seu objetivo é derrubar o governo de Bashar Assad e implantar um califado islâmico.


Bashar Assad é um ditador sanguinário que mata a própria população?
A mídia ocidental, formada por grandes empresas de comunicação que têm interesses econômicos e políticos alinhados aos Estados Unidos, retratam a realidade síria de forma distorcida, para conquistar apoio da opinião pública contra o governo de Bashar Assad e tentar justificar uma possível agressão militar a esse país. A mídia não informa que os grupos “rebeldes” realizam ações terroristas contra a população civil. O exército sírio combate militarmente esses grupos para defender a segurança da população e a soberania nacional.

O conflito na Síria pode levar a um conflito regional?
A Rússia e a China, que participam do Conselho de Segurança da ONU, são contrários a qualquer agressão militar contra a Síria, e a Rússia, que mantém bases militares nesse país, enviou recentemente uma esquadra para a região. Uma intervenção da OTAN na Síria, tal como aconteceu na Líbia, parece pouco provável. A estratégia inicial do imperialismo era insuflar uma guerra civil religiosa que levasse à queda de Assad e à divisão do país, mas até o momento os “rebeldes” estão longe de atingirem esse objetivo. Uma hipotética agressão da Turquia ou de Israel à Síria não está descartada, mas a aliança entre a Síria, o Irã e o Hezbollah poderia levar a um conflito regional. Os esforços diplomáticos de Rússia, China e dos BRICS são essenciais para uma solução negociada do conflito." 


Fonte: Loco Mundo

Nota do Ondashiz: Como se percebe, nem tudo que aparece na mídia oficial merece ser levado a sério, e o que se percebe é a tentativa desesperada de se dirimir a imagem de um governante, taxando-o de "ditador" e enviando "rebeldes" pagos para desestabilizar o país. Coisa que, aliás, foi feita na Líbia e, se for pesquisar bem, foi feita também em outros "lugares de interesse" para os EUA. Cavuca fundo que você acha onde que "rebeldes" se levantaram contra um "ditador", receberam ajuda, venceram, e o lugar acabou pior do que tava.

domingo, 14 de outubro de 2012

As cartas não Mentem...[2]

Demorou, mas estou de volta com as cartas.

Lembra desta carta?
"Bactéria Comedora de Carne", que eu havia citado no outro tópico?

Pois bem, surgiram boatos de uma tal MRSA USA300, uma variante da Estafilococos Aureus resistente à meticilina, que "supostamente" surgiu entre a comunidade gay nos EUA. Detalhe, que o contágio também é pelo sexo anal, e também pelo contato da pele.

É essa bichinha aqui:



Seus efeitos?

(O engraçado é que a AIDS surgiu também entre os gays, também nos EUA. Muitas pessoas veriam nisso um "Sinal da ira de Deus", mas todos nós sabemos que a coisa não é bem assim.)


E ela não é a única "comedora de carne": Na África Subsaariana (A "Terra da Fome"), uma doença chamada Noma vem atacando crianças com alto índice de mortalidade, e as que sobrevivem ficam desfiguradas (A doença atinge principalmente o rosto).


E, como não poderia piorar, uma nova droga na Rússia, chamada de Krokodil, apresenta efeitos colaterais terríveis, como escamação de mãos e pés e exposição de ossos e músculos devido à necrose. Ela está sendo largamente disseminada na Rússia por ser uma alternativa barata à Heroína, a droga mais consumida de lá.

"Tudo começa com um esverdeamento da pele, escamação, putrefação e apodrecimento dos tecidos. Surgem feridas que aumentam até o desaparecimento dos músculos e nervos que cobrem os ossos e o resultado são verdadeiros mortos-vivos agonizando até a morte certa. Em muitos casos, também os ossos são carcomidos por uma acidez mortificante que lembra as mais horripilantes produções cinematográficas." (Texto retirado do site Mídia sem Máscara)


EDIT: Não esqueçamos da Fasciite Necrosante, que pode ser provocada por infecções de certas bactérias na região anorretal (Ou seja, no cu) quanto por uma infeliz combinação de bactérias que entraram por um corte causado por uma queda de tirolesa, como foi o caso da estudante Aimee Copeland.

Agora, a carta mencionada acima parece mais verossímil, não é? O mais estranho é o silêncio da Grande Mídia em relação a esses três (EDIT: Quatro) casos. Isso porque não mencionei a "droga canibal" camada "Cloud Nine", sob o efeito da qual um sujeito literalmente COMEU a cara e o peito de outro, nos EUA.

Como se pode ver, algum grupo de pessoas com muito dinheiro, muito poder e nada na cabeça quer fazer com que a Terra vire cenário do seriado "The Walking Dead", de modo a conseguir a sua meta:


terça-feira, 22 de março de 2011

Ainda o Japão: HAARP e seus efeitos

Muitos disseram por aí que o grande terremoto que sacudiu o Japão com uma tsunami foi obra de americanos, porque eles têm o HAARP, que usa microondas em bilhões de volts, capazes de manipular a ionosfera, e com isso, controlar o clima de certa parte do mundo.

Tem este vídeo do Youtube, trazido pelo usuário deusmihifortis, um estudioso das teorias conspiracionais.

Tem este também, do canal Verdadexplicita:


Há muitas coincidências, mas uma pergunta ficaria no ar:
--Por que os EUA atacariam uma nação aliada? Hiroshima e Nagasaki não foram suficientes?

Há rumores de uma arma semelhante na Rússia (O nome seria Duga ou Sura), o que tornaria a hipótese mais plausível, pois os russos não se dão muito bem com os japoneses, dada a disputa dessas duas nações por ilhas ao norte do Japão.

Mas antes de viajarmos na maionese, não podemos esquecer que o Japão está assentado sobre QUATRO placas tectônicas, e há com isso tremores por todo o país. Todavia, é mais fácil para aparelhos como o HAARP estimular abalos sísmicos em lugares onde haja predisposição, ou seja, atrito entre as placas tectônicas. E, as relações entre os países nem sempre são as mesmas que nos são apresentadas nas revistas.